Londres - Sinais reais de pressão começam a se acumular entre o governo iraquiano, mas a guerra ainda não acabou, apesar da entrada das forças norte-americanas em Bagdá, disse ontem um porta-voz do primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Segundo o porta-voz, Blair foi notificado sobre os mais recentes desdobramentos em uma reunião especial ontem, recebendo a informação de que a Guarda Republicana, tropa de elite do presidente iraquiano Saddam Hussein, sofrera uma pesada derrota e que tanques norte-americanos haviam penetrado na Capital.
Mas ele enfatizou que avanços não queriam dizer o fim iminente da guerra. “É evidente que elementos da Guarda Republicana foram derrotados de maneira completa, com pesadas baixas e alto número de deserções”, disse o porta-voz. “Há sinais de que a pressão começa a aumentar entre a liderança. Mas... ninguém subestima as dificuldades que ainda restam ou julga que o trabalho está concluído”, disse.
O porta-voz não pôde dar mais informações sobre as formas pelas quais a pressão estaria se manifestando ou quanto a possíveis expectativas britânicas de um colapso iminente do governo. Mas afirmou que os líderes iraquianos estavam “confusos” com a velocidade do avanço norte-americano e britânico e com a flexibilidade das forças lideradas pelos Estados Unidos.
“Tanques norte-americanos penetraram em Bagdá, para deixar claro às pessoas que, independentemente do que o regime possa dizer, as forças da coalizão estão avançando e estão determinadas a completar o serviço”, disse.