Araraquara - A Promotoria da Justiça de Araraquara confirmou o recebimento das denúncias feitas pelo Conselho Tutelar II, no entanto, arquivou a maioria delas. O promotor Raul de Mello Franco Júnior, afirma que os documentos viriam com dados genéricos e quase sempre sem vítimas. Mello Franco explica que todas as denúncias geram procedimentos verificatórios sobre o fato.
Mas, segundo o promotor, pela maneira que as denúncias estão sendo feitas, ficará difícil apurar, pois nenhum dos adolescentes questionados assume ser vítima.
“Peço para que o Conselho Tutelar indique os nomes dos menores e não somente dos suspeitos de serem os agressores. Não sei se existem essas agressões, até porque, ninguém quer falar. Sei que para eles é complicado, mas não adianta nada o conselho trazer volumes, porque ficaremos apurando e isso não levará a nada”.
O promotor ressalta que existem regras de conduta dentro das cadeias e unidades de internação que funcionam como leis próprias. “Não podemos ficar criando fatos sem fundamentos, sabemos que aquilo ali não é um convento e todos os adolescentes que lá entraram tiveram problemas, administráveis, mas com dificuldades que tendem a ser tratadas”, afirma o promotor.
O juiz da Infância e Juventude, Silvio de Moura Salles, afirma que também recebeu o ofício encaminhado pelos conselhos e imediatamente instaurou procedimento para apurar as denúncias que, na sua opinião, são muito sérias e precisam ser investigadas. Por questões éticas, ele prefere não opinar sobre o assunto até que o caso seja apurado.