11 de julho de 2026
Guerra no Iraque 2003

Nações Unidas alertam para crise do sistema de saúde em Bagdá

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Ama - Agências de ajuda humanitária da ONU alertaram ontem para a possibilidade de que os 5 milhões de habitantes de Bagdá enfrentem uma crise no setor de saúde, com os hospitais lotados e a infraestrutura destruída devido às batalhas pelo controle da cidade. “Esperamos uma grave deterioração da situação de saúde nos próximos dias devido aos bombardeios diários que causam danos à infraestrutura e grande aumento de vítimas civis”, disse a repórteres Fadela Chaib, porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha já afirmou que os hospitais de Bagdá estão lutando para lidar com o grande número de feridos.

O representante da OMS disse que os médicos dos principais hospitais de Bagdá estavam “exaustos” e que o acesso a cuidados hospitalares e remédios estava “ficando cada vez mais difícil, pois os estoques não podem ser repostos no momento”.

Há informações de falta de remédios como analgésicos, antibióticos, anestésicos e insulina, além de itens cirúrgicos, acrescentou Chaib.

O órgão de saúde da ONU contatou dez grandes farmácias em Amã para que 54 remédios e suprimentos médicos fossem enviados com urgência a Bagdá.

David Wimhurst, porta-voz da Agência da ONU para a Coordenação Humanitária do Iraque disse que os danos à infraestrutura de Bagdá dificultariam o tratamento dos feridos e a obtenção de ajuda. “Os danos à infraestrutura estão dificultando ainda mais os esforços de ajuda dentro e ao redor da cidade”, disse Wimhurst, citando a destruição de uma ponte que leva ao Sul de Bagdá e que tornou inseguras as rotas alternativas.

A agência considera a situação na cidade “quase crítica”, com a possibilidade de afetar o sistema de abastecimento de água devido à falta de manutenção das usinas e geradores.

Wivina Belmonte, porta-voz do Unicef, disse que o órgão humanitário está particularmente preocupado com o impacto da guerra sobre as crianças de Bagdá, que representam quase a metade da população da Capital. “Precisamos assegurar que Bagdá não se torne uma outra Basra”, disse ela.

A luta dentro e ao redor da segunda principal cidade do Iraque limitou o fornecimento de água, energia elétrica e suprimentos médicos, obrigando muitos civis a fugir. A falta de água limpa dificultou os esforços para tratar dos feridos.