10 de julho de 2026
Guerra no Iraque 2003

Tropas acham barris com possíveis agentes proibidos, mas tiram máscara

Agência Folha
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Bagdá - Militares americanos disseram ontem que os primeiros testes em substâncias apreendidas perto de Karbala (Centro do Iraque) sugerem a presença de agentes químicos proibidos, mas admitiram a possibilidade de que sejam simples pesticidas.

Segundo o major Michael Hamlet, da 101.ª Divisão Aerotransportada, 14 barris achados num campo de treinamento militar iraquiano anteontem podem conter quantidades dos agentes sarin e tabun (que agem no sistema nervoso) e do gás levisita (que provoca bolhas).

Mas o general Benjamim Freakly, da mesma divisão, disse que testes de amostras coletadas no campo e em uma área agrícola próxima podem revelar que as primeiras são um tipo de pesticida ou de um agente químico sem fins militares.

Os EUA e o Reino Unido invadiram o Iraque sob o argumento de que o presidente iraquiano, Saddam Hussein, possuiria armas de destruição em massa e poderia transferi-las a grupos terroristas internacionais.

Mas as tropas anglo-americanas não conseguiram comprovar a existência de armas do tipo no país. E o regime iraquiano ainda não as utilizou contra as forças invasoras, apesar de Bagdá, coração do país, já estar parcialmente invadida.

Máscaras

Fuzileiros navais americanos que chegaram a Bagdá abandonaram ontem suas roupas especiais para proteção contra ataques com armas químicas, depois que seus comandantes consideraram que o risco de isso acontecer havia diminuído.

“É muito bom não usar mais estas roupas’’, disse o tenente-coronel Fred Padilla. Ele informou que recebeu uma autorização nesse sentido de seus superiores. A autorização seria válida para os 20 mil soldados da Primeira Divisão de Fuzileiros Navais americanos.

Alguns soldados dessa divisão entraram pela manhã na região sudeste de Bagdá.

O general John Kelly, comandante-adjunto da Primeira Divisão de Fuzileiros Navais, alegou que o fato de os americanos estarem em permanente movimento dificulta esse tipo de ação.

“Para que se decida nos atacar com armas químicas, é preciso saber onde estamos", disse Kelly. “Se estamos nos movendo, isso é mais difícil."