08 de julho de 2026
Polícia

Vítima de abuso sexual reconhece o agressor

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Uma jovem de 24 anos que foi vítima de uma tentativa de estupro no ano passado reconheceu ontem Claudemir Cândido Correia, 32 anos, como o autor da agressão.

A identificação foi feita na Cadeia Pública de Reginópolis, onde ele está preso desde o início do ano, após ser acusado de ter cometido dois estupros em uma semana. Desde então, a jovem é a oitava vítima a reconhecer o rapaz como o autor de violência sexual.

No dia 7 de janeiro de 2002, ela estava a caminho de um ponto de ônibus na quadra 10 da avenida Pinheiro Machado, no Parque Santa Edwirges, quando foi abordada por um homem que ela reconheceu ser Correia.

Segundo ela, o rapaz a perseguiu e a arrastou para um terreno baldio. A mulher conseguiu fugir antes que o estupro se consumasse.

Segundo a delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru, Rejani Borro Ortiz Tiritan, o reconhecimento só foi possível graças ao trabalho de investigação. “Nós começamos a levantar outras ocorrências e encontramos o caso dessa jovem. As descrições feitas por ela batiam com as dele.”

Um outro aspecto chamou a atenção da delegada. “Ela comentou na época que freqüentava a mesma igreja evangélica que o agressor. Além disso, ele teve com ela a mesma conversa que manteve com as outras vítimas”, conta a delegada.

Antes de ir até Reginópolis, a vítima identificou a foto de Correia em um álbum fornecido pela delegacia. “Embora ela estivesse com medo, nós esclarecemos que ele já estava preso e ela acabou fazendo o reconhecimento”, diz Tiritan.

A delegada lembra a importância das mulheres denunciarem o estupro tão logo ele aconteça. “Por vergonha ou medo, elas acabam não procurando a polícia. Se ela vier rapidamente, vai fornecer detalhes importantes que poderão ser esquecidos mais tarde. Além disso, há provas como o exame de corpo de delito que ficam prejudicadas.”

Tiritan diz ainda que há um programa de atendimento às mulheres que são vítimas de violência sexual. “Elas recebem uma medicação contraceptiva e de profilaxia contra doenças sexualmente transmitidas, além de passarem por exames.”

A delegada informa também que as denúncias podem ser feitas pelo telefone 1380. “Já quando a pessoa for vítima, ela deve vir até a delegacia pessoalmente”, afirma Tiritan. A DDM fica na rua Araújo Leite, 15-49.