09 de julho de 2026
Polícia

Ursinho recheado de crack é apreendido na Vila Santista

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Um ursinho de pelúcia recheado de crack foi apreendido ontem por policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecente (Dise) na casa de um rapaz de 21 anos localizada na Vila Santista. O brinquedo, que estava no interior do guarda-roupas, servia de esconderijo para a droga.

Uma denúncia anônima levou os investigadores da Dise ao local para observação, segundo o delegado titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos. “Foram feitas observações que constataram a grande movimentação de pessoas com contatos rápidos com o morador, o que é uma característica de tráfico”, afirma.

Munido de mandado de busca expedido pela Justiça, os policiais foram até a casa ontem à tarde. “Os investigadores observaram a compra e venda de droga. Em seguida apresentaram a autorização judicial e foram em busca da droga”, diz.

No quarto em que dormia o acusado, T.D.N., 21 anos, (só iniciais do nome foram divulgadas pela polícia), foi achado o ursinho de pelúcia com 16 pedras de crack. “As pedras tinham tamanho idênticos e estavam embaladas para venda”, diz o delegado.

Santos acredita que cada uma das pedras seria vendida por aproximadamente R$ 10,00. “No final do dia ele arrecadava mais de R$ 150,00”, estima.

O combate ao tráfico na periferia é uma tática adotada pela Dise para impedir que o “aviãozinho”, denominação dada ao pequeno traficante, torne-se um comerciante maior. O delegado ressalta que o pequeno traficante faz um movimento grande durante um período maior. “Nesse caso, por exemplo, ele comercializava uma média de 16 pedras por dia. No final de 30 dias são quase 500 pedras de crack”, ressalta.

Ao reprimir o tráfico de pequenas quantidades, Santos acredita que esteja prevenindo outros crimes. “O usuário sem dinheiro pratica um roubo ou furto para conseguir comprar a droga”, diz. As dívidas de entorpecentes podem gerar crimes ainda mais graves, como o acerto de contas que resulta em mortes.

T.D.N. foi autuado em flagrante pelo artigo 12 da Lei 6.368/76 e encaminhado para a Cadeia Pública de Bauru. O crime é inafiançável e por isso ele deve aguardar julgamento preso.

Na semana passada, a Dise apreendeu 12 porções de maconha e 30 bolinhas de haxixe em uma operação semelhante.