10 de julho de 2026
Política

Pintor defende Paquito e critica exposição na mídia


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O pintor de paredes Paulo Antônio Velasco defendeu ontem o vereador Osvaldo Paquito (PPS) das acusações que lhe são atribuídas pela Comissão Processante (CP) que apura denúncias de irregularidades contra o parlamentar. “Eu apenas pedi um favor ao Paquito”, explica. Ele também criticou a exposição de sua imagem na mídia devido a repercussão do fato.

“Desde que meu nome saiu no jornal, nas rádios e na televisão não consigo mais trabalhar. Dizem que estou envolvido com falcatruas na Câmara”, desabafa.

Velasco, em janeiro de 2001, prestou serviço de pintura na Câmara Municipal e, ao receber da Casa o cheque da primeira parte do pagamento, no valor de R$ 1.682,58, pediu ao vereador que o depositasse na sua conta bancária para sacar o dinheiro em seguida.

“Logo depois que Paquito sacou o dinheiro de sua conta, ele me deu todo o valor. Eu apenas pedi um favor ao vereador e acho que ele não pode ser cassado por isso”, defende.

O pintor explica que prestou serviço em 18 dos 21 gabinetes instalados na Câmara. “Todo esse serviço ficou em cerca de R$ 3.600,00, pagos em duas vezes. Esse preço significa metade do valor cobrado porque estava precisando trabalhar. Fechei (o serviço) com o preço baixo”, garante.

O fato do segundo cheque emitido pela Câmara para pagamento do serviço ter sido depositado na sua conta bancária, Velasco explica que desconhecia que ela estava aberta.

“Tive problema com o banco. Fiquei enrolado. Quando terminei de pagar a dívida, pensei que a conta não estava mais ativa”, relata.

Outras duas testemunhas arroladas para depor ontem não compareceram. O ex-diretor administrativo da Câmara Luiz Renato Joel encaminhou ofício informando que havia assumido compromissos anteriormente.

Henrique César Pereira Moraes, que segundo consta seria captador de serviços da empresa Volare Comércio e Obras, não foi notificado para depor. Os dois depoimentos foram remarcados para sábado, às 9h.