08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Evoluir ou regredir?


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Eu estou indignada, envergonhada de dizer que eu e os outros seres humanos fazemos uso de uma habilidade que nos diferencia dos demais animais existentes no globo terrestre. Não posso concordar com isso, é utópico. Vivemos em pleno século XXI e ao invés de evoluirmos, regredimos em nome de um capitalismo imperialista, cruel, desumano, que faz uso dos mais variados recursos para mascarar a realidade que cerca a todos.

Meios esses que são os de comunicação, em especial as tão famosas televisões “Lobo-Marinho”, “Sem Record”, ou outra de mesma amplitude. Antes de Cristo, o povo era manipulado por não ter acesso à educação e se viam diante de castigos e méritos concedidos por entidades sagradas. Os anos passaram, as décadas, os séculos, e o Crucificado nasceu para pregar o significado do amor - “respeito” e... a Igreja se solidificou, julgando por intermédio de interesses financeiros, só que agora é amparada por uma instituição de cunho social grandioso: as escolas.

Com toda certeza me vejo voltando no tempo, além de não pensarmos, temos uma fé que é comprada, dogmática, na qual tudo se solidifica no conformismo de uma simples expressão: “Deus quis assim!”

Não quis, se nos deu a inteligência, temos que usá-la, agir. É impossível fechar os nossos olhos frente a uma potência como os EUA, que em nome de uma paz, cujo antônimo é guerra, age sanguinariamente em nome da democracia e liberdade, pois vidas não podem significar barris de petróleo (oil). Leiam a reportagem de Plínio de Arruda Sampaio (revista Família Cristã - março) e vejam a fala de uma irmã iraquiana sobre a vida daquele povo antes da guerra já vivenciada em 1991.

Somos cristãos hipócritas e capitalistas. A guerra só nos afetará quando “pesar” ainda mais em nossos bolsos enquanto consumidores dos derivados desse “santo líquido”. Enquanto aguardamos, continuaremos pedindo a Deus que tenha piedade daqueles pobres civis. Deveríamos suplicar para que nos tirasse o discernimento, a locomoção.

Somos seres atônitos, não por indignação, mas por conformismo, egocentrismo (não é comigo mesmo!). Egoístas puramente. Por que não nos ensinaram a ser grandes e não pequenos? Envolvidos com os problemas alheios? Por que essa escola não instruiu sobre tudo o que desconhecemos e interessa aos donos do poder e são vitais ao desenvolvimento pleno do homem cidadão, social?

Por quê? Guerra mata gente. Mata a consciência coletiva. Paralisa o gigante que está adormecido pelas mãos de professores que deseducam atrofiando mentes. Somos culpados sim, desse conflito do outro lado do mundo, se o bebê continuar a babar e a barriga for do bebê... (Professora Sirlene Colpani - RG 24.670.868-2)