As facilidades de ter os filhos estudando em escolas próximas de casa deve ser avaliada paralelamente à qualidade do ensino. O projeto pedagógico das instituições deve ser alvo da análise dos pais para que o barato não saia caro.
O alerta é do diretor regional do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), Gerson Trevisan.
“A família acha que infantil é para brincar, o que não é verdade. Então, ela acaba se satisfazendo com escolinhas de fundo de quintal no bairro dela só para não pagar perua, para não ter que levar de carro”, enfatiza.
Ele confirma que as famílias atualmente preferem escolas localizadas nos bairros em que residem para evitar gastos adicionais com transporte. “Isso é uma tendência por causa da própria crise que a classe média está passando no Brasil”, expõe Trevisan.
Outra preocupação freqüente dos pais é com a segurança. Como o transporte envolve riscos, a proximidade da escola acaba tendo mais uma vantagem. “Não tem bairro de Bauru que não está abrindo escola nova de educação infantil”, salienta o diretor.
Para evitar erros, Trevisan orienta os pais a avaliar o projeto pedagógico da escola, inicialmente. “Escola que oferece muita coisa, às vezes, não tem projeto pedagógico. Tem escola que não tem nem pedagogo formado. Tem que tomar muito cuidado”, afirma.
Outra dica é verificar as instalações, habilitação dos professores e equipamentos de segurança. “É comum ter reclamação aqui de que quem está dando aula não tem nem segundo grau”, agrava o diretor do sindicato.
Trevisan enfatiza que as escolas de educação infantil são importantes porque é no período de 3 a 4 anos que começa o desenvolvimento motor das crianças.
“Tem muita coisa importante que é um preparo para o ensino fundamental. Se a criança fizer bem feito, é meio caminho andado”, explica.