08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Truculência


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Como poderia eu imaginar que Bauru pudesse proporcionar-me uma cena mais deprimente? Isso mesmo, é o que foi por mim presenciado e, infelizmente, também por minha esposa, meus dois filhos de 2 e de 4 anos e por outros cidadãos decentes. Era sábado de manhã, dia 12 de abril passado. Estávamos passeando e resolvemos parar na avenida Comendador da Silva Martha, Jardim Estoril, logo abaixo da Praça Portugal, para observar alguns móveis em exposição (todos certamente já viram tais caminhões que com freqüência por ali estão para vender árvores, plantas, móveis etc).

Minha indignação iniciou-se quando uma perua kombi com logomarca da Secretaria de Planejamento de Bauru estacionou no local e dela saíram quatro indivíduos mal-encarados, que em atitude suspeita e dizendo-se trabalhar em nome da Secretaria de Planejamento e de um tal de Reinaldo (identificado como chefe desses) iniciaram uma ação que jamais havia presenciado.

Numa atitude vil, violenta, desrespeitosa, usando de palavras chulas frente a todos nós, agressivamente tomaram duas cadeiras, no valor de r$ 600,00 cada, sendo que um dos indivíduos, um negro, alto, mal-encarado, que, insistentemente, permaneceu de óculos escuros, disse ao pegar a mercadoria: Estas duas me servem! (sic). Mesmo com nossa argumentação, observando que os vendedores tinham todas as notas fiscais e que autua-se e os deixa ir, os tais fiscais, com truculência, puseram medo em todos que por ali passavam. Acredito que, obviamente, a secretária Maria Helena Rigitano não deve estar ciente das atitudes de seus funcionários, mas é muito suspeita a ação destes, e deve ser investigada. Sabendo que aqueles vendedores não são daqui, retirando suas mercadorias novas em nome da Seplan, e como não haverá reclamações, estas ficam para quem?

Onde estariam guardadas? Estão ainda em perfeitas condições? Por favor, senhora secretária, esclareça-nos como deveriam ser os procedimentos de sua pasta quanto a autuação fiscal em casos como esse e se são justificadas as ações suspeitas desses funcionários. Somente dois dos indivíduos quiseram identificar-se, sendo um tal de Anselmo e um Ivo, mas os outros dois, um grisalho, magro e baixo e um jovem negro e alto, recusaram-se a dar os nomes. Faço esse relato em nome da dignidade, decência e respeito pelo cidadão de qualquer idade, cor, credo, ou origem. Meu filho de 4 anos perguntou-me depois se aqueles homens eram “do mal”... (Dirceu Alves da Silva Júnior, CRM 57878 - rg 7.561.726)