09 de julho de 2026
Política

Vereadores descartam antecipar Processante

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Os vereadores que articularam o pedido de instalação da CEI da Merenda desistiram, na tarde de ontem, de pressionar o plenário para a abertura de uma Comissão Processante (CP). Se isso ocorresse, o personagem direto da investigação seria o prefeito Nilson Costa (PPS).

“Optamos por uma CEI e não por uma Processante por cautela. A CEI vai apurar tudo o que aconteceu na questão do pagamento adiantado da carne e seus derivados à empresa mencionada e no relatório final é que serão feitas as sugestões”, explica o vereador Toninho Garmes (PSDB).

O tucano entende que é preciso ter uma averiguação prévia. “Seria precipitado partimos direto para uma Comissão Processante. Seria uma violência anti-democrática em relação a pessoa do chefe do Executivo. É preferível ter cautela”, insiste o parlamentar.

O vereador José Carlos Batata (PT) endossa a avaliação de Garmes. “A materialidade do delito já está comprovada. O que não está comprovado, ainda, é a autoria. Portanto, temos várias informações de quem procedeu, recebeu, pagou, forneceu, de quem atestou e verificou o recebimento da mercadoria. Mas não temos todos os autores dessa ação”, reforça o petista.

“É grave”

Até mesmo os vereadores que integram a bancada da situação avaliam que a denúncia é grave. José Eduardo Ávila (PP) diz que nunca deixou de assinar um pedido de instalação de CEI.

“Me parece grave a situação. Assinei para que seja apurada a denúncia com bastante tranqüilidade e sobriedade. Não se está acusando esse ou aquele, mas a documentação vai ter que aparecer”, analisa.

O vereador Edmundo Albuquerque (PPS), que até recentemente atuava como líder informal do prefeito Nilson Costa na Câmara Municipal, também avalia que a denúncia merece investigação.

“É preciso averiguar se há uma legislação que permita o pagamento antecipado de mercadorias. O caso é estranho. A CEI vai permitir que se esclareça a situação”, defende.

O parlamentar Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), que soma-se à bancada situacionista, também divide a mesma opinião. “Ainda não tive acesso a documentos, mas não vejo empecilhos em votar a favor da CEI.”