08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Seplan responde


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Sobre a carta com o título “Truculência”, publicada nesta A Tribuna do Leitor, na edição desta quarta-feira (16/4), de autoria leitor Dirceu Alves da Silva Júnior, que escreveu de maneira detalhada, persuasiva, argumentada (daí a nossa necessidade de responder urgentemente), a Secretaria do Planejamento (Seplan), da Prefeitura Municipal de Bauru, tem a esclarecer que tudo é uma questão de ponto de vista, de impressão, de razões. E nós, da Seplan, temos a esclarecer que não abrimos mão de nossas razões, do nosso trabalho, do cumprimento da lei, de nossas obrigações. Temos até que agradecer ao missivista, pois, na qualidade de terceiro, de observador, de pessoa não-envolvida com o nosso trabalho, deu um depoimento público de que a nossa equipe funciona, mesmo.

Voltando ao tema ponto de vista: será que na qualidade de médico (forneceu o seu CRM) e não de profissional vinculado ao comércio, o cliente do vendedor de móveis na rua teve a preocupação de se inteirar do histórico da fiscalização exercida por nós sobre esses vendedores ambulantes de móveis? Sabe que eles vêm de outras cidades vender aqui seus produtos a preços mais baixos porque não recolhem qualquer imposto municipal? Que concorrem de maneira desigual e privilegiada com os comerciantes legalmente estabelecidos e em dia com os cofres públicos? Que nossos fiscais já os autuaram inúmeras vezes, mas são reincidentes, sempre trocam de funcionários e a cada fiscalização é um deles que assina o auto de infração?

Nossos funcionários estavam de crachá, com viatura identificada e identificável e não são pessoas mal-encaradas, como cita o missivista que, naquela oportunidade, os tratou de maneira racista e discriminatória. Na própria carta - mais amena - a condição de “negro” foi citada ontem duas vezes. E os móveis apreendidos encontram-se na Seplan para qualquer munícipe conferir. Nosso trabalho é sério!

Ao tentar macular a imagem da Seplan e de seus fiscais, tentando passar aos outros leitores que somos grosseiros, trogloditas, corruptos, Dirceu Alves por acaso não teve a idéia de perguntar antes aos comerciantes, às diretorias da Associação Comercial, Câmara dos Dirigentes Lojistas de Bauru o que acham disso? Quanto à fiscalização, pela natureza do trabalho, no mundo todo não é tida como algo agradável, pleno de gentilezas... (Maria Helena Carvalho Rigitano - secretária de Planejamento da Prefeitura Municipal de Bauru)