08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Coral Véritas


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Acho que Deus, antes de criar a terra, inventou a música para torná-la parceira na Sua criação maior. Os sons das chuvas tocando os verdes, dançando nas terras, saltitando nas águas dos rios e dos mares, o canto das aves, o uivar dos lobos, o coaxar dos sapos, o sopro dos ventos renteando as árvores, o estalar dos raios, o ribombar dos trovões, as vozes das selvas formaram, certamente, a primeira grande sinfonia sob a regência do Grande Maestro. Aí o mundo acordou para as pessoas. No Paraíso, a serpente silvou para o pecado primeiro. A humanidade começou ao sibilante som musical; então, foi só continuar a cantar e a ouvir, a se emocionar e a aplaudir. Agora, senhoras, senhores, jovens e crianças, eu lhes falo do Coral Veritas, da Universidade do Sagrado Coração, que está comemorando seu décimo aniversário de sucessos em concertos.

No sábado passado, assistimos no Teatro Veritas da USC a apresentação do Coral nas suas comemorações pela festiva data. No palco, lá estavam 37 coralistas, vários regentes, idades, cores e nacionalidades diferentes, proporcionando belas páginas musicais às centenas de pessoas que aplaudiam com o mais intenso calor. Vozes que se mesclavam nas melodias, variações, alternâncias, alegrias e lamentos, suavidade, amor e fé, envolvendo e emocionando uma platéia calada, profundamente silenciosa, reverenciando o Coral Veritas e os momentos encantados que lhe proporcionava. Passadas dezenas de horas ainda me soam aos ouvidos, me batem no coração e me emocionam aquelas vozes com as peças apresentadas; uma delas com os versos “quantos peixes tem o mar, quantos anjos tem o céu...”. Na noite de l2 de abril, faltaram no céu 37 anjos que, com toda a certeza, estavam no palco do Teatro Veritas!

As homenagens prestadas aos vários nomes que passaram pelo Coral ao longo desses l0 anos foram marcantes, com os sinais das lutas passadas, das quase quedas, dos soerguimentos até aos dias atuais, reconhecidos e gloriosos do Coral.

Na harmonia do espetáculo, a simpatia, a voz e o talento inato do mestre de cerimônia, completaram o ritmo no decorrer da noite inesquecível.

Saudamos a USC e apresentamos nossa admiração, respeito e permanentes aplausos ao Coral Veritas, símbolo vivo de Bauru, em terras brasileiras e internacionais. (Munir Zalaf - presidente da Academia Bauruense de Letras - RG 2.726.959)