Estava em uma loja no Calçadão com o meu filho quando contemplei várias pessoas comprando vários ovos de Páscoa. Não tenho nada contra o ovo, nem contra o chocolate. Mas isto me levou a uma reflexão. Comecei a meditar naquele quadro, das pessoas comprando os ovos... Fiquei pensando como algo tão profundo como a Páscoa perde o seu verdadeiro sentido para o consumismo e para o ovo de “Páscoa”. Aliás, como o nosso sistema está vivendo no consumismo. Pessoas que consomem e são consumidas. Se consomem pelo orgulho, pela arrogância, pela depressão, pela falta de sensibilidade, enfim, por muitas coisas, mas sobretudo pela falta de perdão. O “eu errei, me perdoa” está fora de moda, e isto até nos círculos religiosos. O que vale hoje é o rancor, a vingança, a ira, o ódio. Não a expressão “o amor cobre uma multidão de pecados”. Perdoar é estender a mão, é levantar o opressor e o oprimido, é caminhar duas milhas, é dar oportunidade do outro nascer, ressurgir, viver.
A Páscoa do ovo eu não quero, mas sim a Páscoa do Cordeiro que foi imolado pelas nossas vidas, sacrificado, a ponto de João o apontar como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). Ele morreu pelos nossos pecados, por mais miseráveis que sejamos, mas não ficou na tumba fria, ele ressuscitou (Apocalipse 1.17-18). Que esta Páscoa seja a ressurreição nas nossas vidas, que o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo possa nos perscrutar, sondar, penetrar o íntimo do nosso ser e gerar nova vida, nova esperança, coração novo, novo amor - o amor real (II Corintios 5.17). Para amar, para perdoar e não para aplaudir o Cordeiro, mas para deixar que ele reine em nosso coração, em nossa casa, na nossa família e que possamos deixar nos consumir por seu amor, sua bondade e sua vida. Feliz Páscoa. Deus o abençoe. (Osvaldo, Andreia, Daniel e Eloena Crispim - RG 14.668.504-0)