08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Receita oportuna


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Lendo na tribuna do leitor de 16 de abril de 2003, carta do senhor Antonio Sérgio Sanches, RG 9.827.168, constatamos quão oportuna foi a “receita” dada pelo cidadão bauruense acima.

Em odontologia, procede. Se a restauração (obturação) de dentes cariados são preparadas cavidades que devem obedecer a princípios gerais e princípios específicos. Assim é que nas cavidades oclusais simples, que são chamadas de Cavidades de Classe I, entre outros princípios que devem ser obedecidos citamos o de forma de resistência e forma de retenção, devendo estar atentos para quais tipos de retenção a cavidade deve ser preparada para, de acordo com o material empregado, satisfazer as melhores condições de bom desempenho e durabilidade. As cavidades para as restaurações de amálgama de classe I simples são resguardadas as grandes diferenças de tamanho, feitas para “obturar” mini cavidades que se assemelham às macro cavidades (buracos) existentes no asfalto.

Se essas cavidades para amálgama forem realizadas e tratadas da forma como o são as cavidades preparadas para “obturação” do asfalto, fatalmente essas “obturações”, além de tornarem o piso irregular, serão de pouquíssima durabilidade.

O senhor Sanches sugere que os buracos redondos com o fundo côncavo sejam transformados em buracos quadrados com o fundo plano e de profundidade previamente estabelecida, o que valeria dizer que as paredes circundantes do buraco, seja ele quadrado ou retangular, devem encontrar - se formando entre si ângulos vivos, bem como o encontro das paredes circundantes com a parede de fundo que devem também ter ângulos definidos não necessariamente vivos, talvez ligeiramente arredondados.

Do exposto, dada a grande semelhança, pode-se dizer que uma cavidade, para receber um conserto no asfalto, deve ou deveria ser feita tal qual as cavidades de classe I preparadas em dentes que irão receber restaurações de amálgama. Sem falarmos na Faculdade de Engenharia da Unesp com seus professores altamente capacitados, temos, junto à Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, entre outros, o professor-doutor José Mondelli, expressão internacional em dentística restauradora com mais de 40 anos de estudos e pesquisas em odontologia. Este professor, tenho certeza, será de grande valia se convidado a colaborar com outros profissionais envolvidos com reparações de asfalto, ajudando, assim, a eliminar ou minimizar a precariedade com que estes consertos são realizados. (Antonio Carlos Piccino - RG 2.083.492)