Logo após as denúncias do vereador Parreira em relação ao escândalo da merenda, vieram a público tanto o fiel escudeiro do prefeito, o chefe de gabinete, Marsola, como também o secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura, Luiz Pegoraro, que afirmou que quando seu setor foi consultado foi contra o pagamento antecipado da carne. Outro dos secretários municipais, o da Administração, Luis Freitas, atestou ter recebido tal encomenda, numa prova inequívoca de falsidade. O secretário de Finanças, Raul Duarte, pagou a fatura. Agora vem o prefeito dizendo que abriu sindicância interna para esclarecer o assunto como se de nada soubesse!
Parece estranho que três de seus secretários e seu chefe de gabinete tivessem conhecimento do fato e ele não! Ele admite em seu informe publicitário de 17/04 ter assinado o borderô de pagamento. Quer enganar a quem? Sindicância no 1º escalão do governo? Quem serão os componentes? Outros secretários não envolvidos? Servidores municipais? Subordinado julgando chefias? O alcaide aceitará uma condenação e renunciará? Segundo o JC, mais de 74 toneladas não foram entregues, o que, a um preço módico por quilo de R$ 6,00 resulta em prejuízo de mais de R$ 440.000,00.
Os vereadores não devem se preocupar com tal sindicância e sim promover a CEI o mais rápido possível e com o máximo rigor instalar a Processante. Aquela sindicância deve, no final, concluir que as merendeiras é que foram as responsáveis pelo desmanzelo. (Alcides dos Santos Júnior - RG 4.135.205)