A 3.ª Companhia da Polícia Militar quer, até o final deste ano, dobrar o número de pessoas atendidas nos projetos comunitários Jovens Construindo a Cidadania (JCC), Escolinha Buscapé, Projeto Comunitário Mirim, Polícia Militar na Escola e Orientação Jurídica da OAB, desenvolvidos na área de sua abrangência em Bauru.
O capitão Wellington Luiz Dorian Venezian, comandante da 3.ª Cia, explica que a ampliação dos projetos comunitários beneficia não só os envolvidos diretamente, como os alunos que integram os programas, mas toda a comunidade à medida que contribui para a segurança pública.
“Numa escola onde é desenvolvido um desses programas, além de reduzir a necessidade de intervenção policial e a natureza dos delitos, o diretor, os professores e toda a comunidade ficam mais tranqüilos, mais seguros”, afirma.
Dos cinco projetos comunitários, quatro são desenvolvidos em escolas e tem como público-alvo os estudantes. O capitão lembra que no final dos anos 90 as ocorrências policiais nas escolas eram mais graves, sendo registradas inclusive duas mortes e agressões graves a alunos e professor.
“Tivemos caso de morte na porta da escola, de aluno que jogou ácido nos amigos. Nas escolas em que são desenvolvidos algum dos programas, os problemas hoje praticamente resumem-se a pequenos desentendimentos”, afirma. A proposta, segundo o capitão, é estender os projetos às escolas que solicitam mais a presença da PM.
Na proposta de expansão dos programas comunitários, a PM convocou 100 alunos já envolvidos nas atividades para uma integração hoje, das 8h às 17h, em uma chácara. Os estudantes vão participar de atividades esportivas e de lazer.
Para ampliar os programas comunitários, a 3.ª Cia vai destacar duas policiais para coordenar as atividades. “As sargentos Eliete Aparecida Tavares Martins e Denise Lima Marques ficarão responsáveis por verificar a qualidade dos programas, se estão seguindo os preceitos, e pelo trabalho administrativo, como arrumar parcerias para implantá-los”, explica Wellington.
O JCC, um dos cinco programas, tem o objetivo de manter os estudantes longe de crimes, drogas e violência e ao mesmo tempo despertar valores positivos. O programa é desenvolvido em quatro escolas das regiões noroeste e oeste, num total de 3.800 alunos.
A Escolinha Buscapé, que dá orientação de trânsito aos alunos, utilizando bicicletas como veículos, atinge cerca de 40 crianças. Já o Projeto Comunitário Mirim, que visa desenvolver nos estudantes a disciplina e cidadania, atinge 120 alunos de quatro escolas.
O Projeto Polícia Militar na Escola visa envolver os alunos em atividades de ação social, como campanha do agasalho e distribuição de cestas básicas, de forma que eles ajudem a resolver problemas da sua comunidade. Ao mesmo tempo que ajuda a comunidade, o projeto visa criar um ambiente com menos violência e livre das drogas. Estão envolvidos, atualmente, cerca de 1.200 estudantes.
O quinto projeto social é a Orientação Jurídica gratuita levada aos bairros numa parceria da PM com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No ano passado, o projeto atendeu cerca de 1.200 famílias em Bauru.