• O primeiro
Na próxima terça-feira, dia 28, a Câmara vai se reunir para iniciar a primeira sessão para decidir sobre um pedido de cassação de mandato. A sessão especial que pede a cassação de Osvaldo Paquito (PPS) será longa. Dos processados - Walter Costa, Roberto Bueno, José Humberto Santana e Paquito, este será o primeiro a enfrentar o julgamento.
• Baixaria
Depois de se considerar insultado por Paquito logo após a leitura do relatório que pede a sua cassação, o relator da CP, Milton Dota Jr. (PTB), tratou de procurar a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência por ameaça à sua integridade física. No período da tarde, durante a sessão, foi a vez do secretário de Esportes, José Roberto Franco, o Sapé, esbravejar, em tom ameaçador, contra o vereador petebista.
• Engessado
Sapé precisou da intervenção de um acompanhante da administração para convencê-lo a deixar a galeria sem desferir sua conhecida voadora. Mas tratou de mandar recado, em alto e bom som, no corredor da Câmara, de que algum vereador poderá aparecer engessado na próxima sessão. Ele não disse o nome, mas para bom entendedor...
• Indecoroso
Por sinal, Milton Dota Jr. deu uma demonstração de que o corporativismo anda mesmo em baixa na Câmara de Bauru. Não é porque tem de conviver a semana inteira com Paquito que deixou de pedir sua cassação. A demonstração de firmeza de Dota tem respaldo nos fatos e, principalmente, na figura do decoro parlamentar, que não pode ser ferido, sob pena de o Legislativo virar uma “casa da mãe Joana”.
• Complacência
A Câmara julga fatos e também posturas indecorosas de seus membros. Se a postura é mais ou menos grave ou se trouxe muito ou pouco prejuízo material ao Poder Legislativo pouca relevância tem. O que o povo está cansado é de ver atitudes que ferem a ética e o decoro parlamentar serem toleradas com complacência, palavra que não deve fazer parte do dicionário de legisladores e fiscalizadores com mandato emprestado pelos eleitores (leia carta na “Tribuna do Leitor”).
• Renúncia
A aprovação do relatório que pede a cassação de Paquito na Processante provocou o retorno dos comentários de que o vereador ainda pode renunciar ao mandato. Ele estaria verificando apenas a viabilidade jurídica do pedido. A renúncia só aconteceria se o vereador conseguisse manter os direitos políticos, como o de poder disputar a eleição do ano que vem.
• Por um fio
Alguns observadores atentos aos últimos acontecimentos vislumbram que a sustentação política do prefeito Nilson Costa (PPS) na Câmara está abaladíssima. A constatação ficou evidente na sessão legislativa de ontem. Nenhum vereador da situação ousou ir à tribuna defender a prefeitura dos ataques da oposição sobre a denúncia de pagamento antecipado da carne que não foi entregue.
• Sintomático
Outro sintoma que aponta a fragilidade da situação é o fato de o PPS não ter indicado um único vereador - de um total de quatro - para compor a CEI da Carne. “É para evitar constrangimentos e deixar a comissão à vontade, já que o PPS é partido do prefeito”, disse Edmundo Albuquerque, líder da legenda na Casa.