08 de julho de 2026
Geral

Central Reguladora de Serviços pode ser a saída

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto as causas para a baixa demanda de cirurgias no Hospital Estadual (HE) de Bauru permanecem apenas no campo das hipóteses, a diretoria do hospital e da Direção Regional de Saúde (DIR-10) enxergam na Central Reguladora de Serviços (CRS) um caminho para equacionar o problema.

Conforme o JC publicou ontem, a CRS passou a vigorar desde ontem com a atribuição de controlar o fluxo e o agendamento de cirurgias não-emergenciais do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Como o médico que está atendendo nos ambulatórios comunicará a central sobre a necessidade de cirurgias, faremos encaminhamentos também para o HE. Pretendemos ainda respeitar o serviço, ou seja, se o paciente é atendido do Hospital de Base (HB), a operação será prioritariamente agendada lá. Da mesma forma procederemos com o HE”, informa o diretor técnico da DIR-10 Affonso Viviani.

Pensa de maneira semelhante o diretor do HE, Emílio Curcelli, que aguarda um contato de Viviani para estudar a operacionalização dos atendimentos através da CRV.

Até ontem, funcionários de cada ambulatório - de Especialidades e do HB, além das unidades básicas de saúde - faziam os agendamentos das cirurgias junto aos hospitais, conforme as vagas disponibilizadas por eles e as necessidades apresentadas pelos pacientes.

Ajustes nesse fluxo de trabalho podem resultar num aumento da demanda de cirurgias no HE. É o que defende o conselheiro do Conselho Regional de Medicina, Flávio Badin.

Na opinião dele, como o serviço oferecido pelo HE é novo, é provável que o procedimento para que o paciente chegue até o hospital ainda não seja rotineiro. “O HE vai resolver total ou parcialmente a demanda de cirurgias eletivas, mas ainda não está trabalhando com capacidade máxima. Pelo que soube, ainda dependem da instalação das unidades de tratamento intensivo (UTI). Precisamos avaliar se hoje a expectativa não é maior do que a possibilidade de absorção”, especula.

O fluxo de encaminhamentos para o HE também chama a atenção da assistente social da Secretaria Municipal de Saúde Edna Rinaldi. Segundo ela, toda segunda-feira, as unidades básicas de saúde procuram o HE para levantar a quantidade de vagas para cirurgias eletivas disponíveis. Com a informação em mãos, tentam agendá-las dentro das especialidades oferecidas.

“O HE ainda não definiu a quantidade de vagas por unidade básica. Quando isso acontecer, vai ficar mais fácil. Para agendar cirurgias em outros hospitais, o procedimento é parecido”, conta.