08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A guerra que estamos perdendo


| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto o mundo assiste incrédulo a invasão americana ao Iraque, iniciando uma batalha da qual não se sabe qual será o desfecho, nosso País assiste a uma guerra onde a criminalidade está vencendo o confronto com a lei e a ordem.A execução de dois juizes corregedores em emboscadas em Presidente Prudente (SP) e Vitória (ES), demonstram a ousadia do crime organizado contra uma sociedade desorganizada e governantes inertes. É mais uma amostra do poderio dessa gente que vem matando inocentes há muitos anos, sem que nada tenha sido feito pelas autoridades brasileiras nas últimas décadas.

A população atônita continua aguardando medidas inteligentes e duras contra o crime organizado, e aos poucos vai perdendo as últimas esperanças de que isso possa realmente acontecer. Enquanto inocentes são sepultados, nos presídios imundos criminosos falam aos celulares, recebem vagabundas em encontros íntimos, lêem um bom jornal e desfrutam de todas as mordomias que um criminoso jamais poderia ter direito.

É preciso que a sociedade civil organizada dê um ultimato aos nossos governantes, incluindo os nossos congressistas, para que sejam tomadas medidas sérias para o combate ao crime organizado em todos os seus tentáculos. É preciso acabar com a lavagem de dinheiro, com os seqüestros, com a entrada de armas e drogas através de nossos portos e aeroportos e com o contrabando através de nossas fronteiras. É necessário que o Poder Judiciário não permita que novos “habeas corpus” sejam emitidos para possibilitarem a liberdade de facínoras de nossas prisões. Não podemos tolerar que nossos presídios, ditos de segurança máxima permitam a entrada de armas, drogas e informações para traficantes impunemente.

Não podemos ficar esperando que novas famílias chorem seus entes queridos, enquanto nossos governantes demonstram fraqueza e absoluto desconhecimento frente a essa guerra que estamos perdendo, e que pode comprometer o crescimento de nossas crianças e de nossa economia se nada for feito imediatamente.

O exemplo da Itália, bem como de outros países na luta contra grupamentos mafiosos de alta periculosidade, deveria servir de exemplo para nossas acomodadas autoridades. A população brasileira quer um programa de tolerância zero contra os criminosos, e não apenas medidas paliativas, como o cadastramento de celulares pré pagos.

Nesse sentido o primeiro passo seria fazer com que as policias brasileiras (civil, militar e federal) passassem por uma profunda reestruturação. Visando dotá-las de infra-estrutura compatível com as suas responsabilidades. Formando um grupamento bem remunerado, exaustivamente treinado e capacitado técnica e cientificamente para o combate a todo tipo de ações criminosas.Chega de passeatas, de roupas brancas e pombinhas da paz. A hora é agora ou nunca mais. É necessário que nossas autoridades em todas as esferas tenham coragem, determinação e amor à pátria e a família brasileira antes que sejamos todos derrotados nessa guerra contra o narcotráfico. (Rafael Moia Filho - RG 6.711.407-6)