08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Desgoverno II


| Tempo de leitura: 3 min

Volto a comentar sobre assunto já exposto na coluna do leitor no início do ano passado, quanto à negligência ou incompetência de nossos governos municipais com relação à conservação e manutenção das obras públicas de nossa cidade, como passo a discorrer:

1- A avenida Nuno de Assis, portal de acesso à nossa cidade, é o caso mais visível. A começar pelo talude ao lado da Amantini Veículos, no trevo da entrada, até hoje sem a regularização necessária, sem plantio de vegetação de proteção e embelezamento, se comparado à rotatória em frente à Servimed e por ela conservado, e muito bem conservada, é ridiculo. Todo ano, no verão, a ocorrência das chuvas causam destruição dos pavimentos das pistas, dos passeios, dos ajardinamentos dos canteiros centrais devido ao volume de águas pluviais que descem pelas pistas e se transforma em grandes enchurradas destruidoras, e não entram nas bocas-de-lobo existentes porque não são adequadas para o volume de água que desce pelas pistas. Para provar a inadequação das mesma é só verificar os estragos causados nos passeios das pistas marginais em torno do Vitória Régia, no canteiro central, em frente ao Obeid Plaza Hotel, onde ocorrem danos constantes.

A desculpa de que a galeria central foi mal dimensionada é uma grande mentira, a inclinação da mesma é ótima, a capacidade de vasão é grande e o que falta realmente é a readaptação das bocas-de-lobos existentes, que se parecem com "bocas-filhotes-de-cachorro-do-mato", impróprias para receber o volume de água nos dias de chuvas mais fortes.

O problema pode e deve ser resolvido defenitivamente com a implantação de grelhas metálicas ao lado das bocas-de-lobo junto ao meio-fio, nas sarjetas e tamanho adequado ao volume de àgua no local, como ocorre no viaduto da Rodrigues Alves sobre a Rondon, projeto este do DER, pois é inaceitável para o contribuinte os custos dos reparos dos serviços destruídos ano após ano, como se faz atualmente sem que o problema seja resolvido definitivamente e a um custo baixo, se considerarmos os gasto atuais, além dos transtornos causados à população bauruense. Estas mesmas grelha existem na rua 1º de Agosto, na rua Quintino Bocaiuva, em Jaú, em ruas de Marília, onde não se verificam destruições provocadas pelas aguas de chuva. É só dar um pulinho até lá para verificar, inclusive os (ir) responsáveis pela Seplan e Secretaria de Obras. Para comprovar o descaso desta administração e das anteriores com a nossa cidade é só verificar o estado do pavimento asfático da Nações entre a Rodrigues Alves e a Duque, sem recapeamento há quantos anos

2- A mesma destruição devido às chuvas ocorre nas avenidas Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves sobre o córrego próximo ao Jardim Redentor, também devido a inadequação das bocas-de-lobo nas baixadas das avenidas. Ali deveriam ser implatadas grelhas metálicas, dimensionadas para o volume de água que desce pelas pistas, e os taludes dos aterros deveriam receber a proteção vegetal adequada e resistente à erosão, tipo dos bambus que foram plantados pelo na rodovia Bauru-Iacanga. Como exemplo de proteção, ver as obras de arte da Bauru-Jaú, sobre a responsabilidade da Centrovias.

3- E para finalizar e comprovar que não existe nesta admistração municipal um padrão definido para a conservação e preservação de nossas obras públicas, é só dar uma olhada nos taludes dos aterros do trevo do Beija Flor/Mary Dota e do viaduto do Jardim Chapadão/Distrito Industrial., sem nenhuma proteção vegetal até hoje. Aguardem pelas chuvas do ano que vem para ver os estragos. (Engenheiro Ary Maia)