09 de julho de 2026
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Parabéns, Instituto Lauro de Souza Lima


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70 anos de luta e referência na saúde pública. Foi em 1927, por iniciativa do juiz de Direito Rodrigo Romeiro, que reuniram-se na cidade de Bauru, representantes de todos os municípios da região e do Governo do Estado, para tratar de um assunto de suma seriedade e humanidade que existia em Bauru. Era a presença, sempre crescente, de pessoas portadoras do Mal de Hansen, ou melhor, leprosos, termo usado na época.

Duas coisas preocupavam autoridades e população: por um lado a vida sofrível que levavam, os doentes praticando a mendicância para poder sobreviver, e a periculosidade, pois era ignorado pelos bauruenses o tipo de contato que poderia adquirir a doença, formando assim uma barreira de preconceito para com os doentes.

Nasce em 1933, como parte da campanha de Sales Gomes, inaugurando o Asilo Colônia Aymorés. Da idéia do Juiz Rodrigo Romero, e do apoio de toda a população, iniciava-se o atendimento aos doentes no dia 13 de abril de 1933.

Recolhidas naquela instituição, puderam os enfermos viver com mais conforto e os doentes receberem o tratamento que mereciam. Coube ao médico Enéias Carvalho de Aguiar, até então inspetor sanitário do Estado, ser o primeiro diretor da instituição.

Daí para frente, fundou-se em Bauru o serviço de profilaxia de lepra e a Liga São Lázaro, instituição de benemerência. Em 1939 foi criada pelo Decreto n.º 5.965 de 30 de junho de 1933 a Inspetoria de Profilaxia de Lepra do Asilo Colônia Aimorés.

Acompanhando a modernidade, em 10 de dezembro de 1949, o Asilo, através da Lei n.º 520, é transformado em Sanatório Aimorés.

E em 1969, face à nova reorganização da Secretaria de Saúde, o sanatório passou a chamar-se Hospital Aimorés de Bauru - HD- 1. E em homenagem ao dr. Lauro de Souza Lima, foi em 1974, através da Lei 266 de 17 de junho, que o Sanatório passou a chamar-se Hospital Lauro de Souza Lima.

Sempre com o objetivo de desmistificar a informação sobre a moléstia, num trabalho de superação de estigmas e preconceitos, facilitando o portador de hanseníase a um reingresso na sociedade, em 1989, pelo decreto n.º 30.521, de 2 de outubro de 1989, o hospital foi transformado em instituto, conservando o antigo nome “Lauro de Souza Lima”. Mudanças não apenas no nome, mas mudanças significativas no atendimento, no desenvolvimento e aprimoramento das pesquisas em prol da hanseníase.

Hoje, com 70 anos de história e luta, parabenizamos a todos os que de alguma forma contribuíram para que esta luta não fosse em vão. A condição humana foi e sempre será a premissa básica de todo esse trabalho. (O autor, Roberto Milanda Chinalha, é historiador - e-mail: chinalha@uol.com.br)