Os aborígenes não contaram sequer com um espaço adequado para a realização de seus debates, justa e injustamente os proprietários da terra, para a realização de seus debates; com a agravante de ser comemorado, no papel, o Dia do Índio - 19 de abril. Entretanto, entre os diversificados “fóruns”, a presença dos mesmos era uma constante, com os seus cocares coloridos, e colares multicores. Os mesmos ostentavam e de maneira extensiva faixas com dizeres: “Nós existimos, unidos pela vida e contra a impunidade”.
O citado “Fórum Social Mundial” pelas nações indígenas, realizado em Roraima, é uma forma digna de registro, onde o único objetivo foi reforçar os direitos dos principais segmentos, diria, excluídos da sociedade: os silvícolas, lavradores e os nossos manos da raça negra. Atualmente, segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o presente ano de 2003, 10 milhões de pessoas acima dos 18 anos encontram-se desempregadas - com a agravante de existirem 6 milhões de infanto-juvenis, entre empregados e em busca de emprego, não obstante possuirmos uma das legislações mais avançadas dos cinco continentes, sendo o Estatuto da Criança e do Adolescente, uma das conquistas inseridas na Carta Constitucional de 1988: a mesma determina a coibição expressa do trabalho aos 16 anos, permitindo aos 14 anos, no caso do menor aprendiz, mas lamentavelmente é só teórico, pois que na prática quase nada funciona. Nas carvoarias (clandestinas), nas construções civis, entrepostos, postos de gasolina e afins, pululam os nossos pequeninos homens de amanhã... O futuro da nossa nação, “pelo caminhar da carruagem”, torna-se um universo de incertezas! Realizar tarefas sem a maturidade necessária, ausentar-se das escolas, ausentar-se da convivência social, igualmente não exercendo os direitos elementares de brincar etc., etc., etc. Quanta tristura!
“Tudo pelo social”, foi-se através das dezenas de viagens do descarado FHC, e pelas vielas, sarjetas e fixaram-se nas favelas mil pelo nosso país afora, e o reflexo aí está como principal reflexo: a criminalidade em todos os níveis e formas sociais, culturais e econômicas, numa verdadeira avalanche de crueldade e vileza, tornando-se em uma verdadeira guerra urbana.
O sociólogo de “palanque” tudo assiste de “camarote”, sem nenhuma admoestação pelas “outoridades vigentes” e nem sequer um mero julgamento corre na Justiça pelas abusivas privatizações e completa dilapidação do patrimônio nacional em todas as direções da nossa esplendorosa nação brasileira. Ao que tange ao atual governo que possa colocar em prática o que se faz (pelo menos o estritamente elementar) necessário, diria, primário, apesar da pequena amostragem exposta acima, o que muito dificultará o nosso desenvolvimento.
Diga-se de passagem que não pertenço a nenhuma corrente política e minha formação é democrática e tendo no homem a esperança, a fé de podermos ver tremular altaneiro o nosso pavilhão nacional no ápice da “Casa-Mater”, do mais rico-belo país: Brasil. Se a esperança é a última que fenece, que possamos, coesos, sem fanatismo ou excesso cívico, sem nenhuma patriotada, vivermos em sintonia plena e absoluta com harmonia em direção à Mãe Natureza. A probidade é um bem, dos homens de bem! (Arthur Monteiro de Carvalho Netto - jornalista reg. sob n.º 24.444)