09 de julho de 2026
Política

PFL quer cassar quatro no Legislativo

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A direção executiva do Partido da Frente Liberal (PFL) decidiu ontem, por unanimidade, em reunião extraordinária com o representante da legenda, vereador Paulo Eduardo Martins Neto, que deve votar pela cassação do mandato dos quatro parlamentares denunciados.

O PFL já havia se posicionado favorável às cassações. Mas o partido se reuniu com o vereador extraordinariamente no domingo para definir o tema, porque Paulo Eduardo não participa dos encontros de sábado por orientação religiosa pessoal.

Os pefelistas fecharam questão, registraram a decisão em ata e ouviram Paulo Eduardo a respeito dos processos em tramitação no Legislativo. Segundo o presidente da executiva municipal do partido, Dudu Ranieri, os membros manifestaram, por unanimidade, que somente a cassação pode restabelecer a confiança da opinião pública na Câmara.

O vereador se absteve de apresentar sua posição oficialmente ao partido. Segundo Ranieri, Paulo Eduardo disse que aceita a posição da legenda mas informou que vai votar em plenário de acordo com sua consciência. Segundo Ranieri, Paulo Eduardo ainda informou que também acatará decisão do partido se este lhe impuser punição, caso não vote pela cassação dos denunciados.

Paulo Eduardo presidiu a Comissão Processante (CP) que julgou denúncia contra o colega José Humberto Santana (sem partido). A CP decidiu, na última sexta-feira, pedir a cassação de mandato de Santana por uso particular de carro oficial do Legislativo.

O vereador pefelista será chamado a votar nas quatro processantes em andamento na Câmara, sendo contra Santana, Osvaldo Paquito (PPS), Walter Costa (PPS) e Roberto Bueno (PTB). Na opinião de Dudu Ranieri, se a Câmara não cassar o mandato de Paquito não cassará também dos demais.

A sessão de julgamento contra Paquito terá início amanhã pela manhã. São necessários 14 votos dos 21 possíveis para que o vereador perca o mandato. Paquito foi filiado ao PFL na eleição que o levou à Câmara, em 2000.