09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Pacto da vergonha, não! Cassações, sim!


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Hoje é a votação final do plenário que visa a cassação do vereador Osvaldo Paquito. O que se espera dos vereadores da Câmara Municipal de Bauru é, no mínimo, a satisfação dos anseios de grande parte da nossa sociedade exigente na moralização e na aplicação da ética no Poder Legislativo.

Sou freqüentador assíduo dos corredores da Câmara Municipal e nos últimos dias torna-se perceptível a busca de um pacto da vergonha no sentido de salvar este ou aquele parlamentar. Estaremos atentos a qualquer tipo de manobra ou rearranjo da imoralidade.

Nós, enquanto munícipes, não podemos nos esquecer do diálogo gravado em fita onde os vereadores Osvaldo Paquito e Humberto Santana afirmam, com as próprias vozes, que se fizessem uma investigação mais abrangente na Câmara Municipal só se salvariam os vereadores Antônio Garmes e José Clemente Rezende. Ou seja, eles mesmos afirmam que são desonestos com a coisa pública. Daí a estranheza de ver um formador de opinião na cidade se manifestar contra a cassação dos vereadores Paquito e Santana. Ambos atestando as suas próprias improbidades. Concorda, senhor Flávio de Angelis?

A Câmara Municipal de Bauru cassou um vereador em 1998 pelo fato de o mesmo pensar em fazer algo errado. E não chegou a executar. Portanto, não se espera outro encaminhamento do Legislativo senão a cassação dos mandatos dos vereadores Osvaldo Paquito, Humberto Santana, Roberto Bueno e Walter Costa.

Não existe meia moralidade ou crime do bem e do mal. Quem desvia um real ou um milhão é corrupto. Só mudam as circunstâncias e as necessidades.

Cassação já dos quatro. E amaldiçoaremos nas urnas todos aqueles que traírem a vontade popular e praticarem a iniqüidade. A conferir.

PS - Paz sem justiça social além de utopia é hipocrisia. E não dá para entender o por quê dos movimentos progressistas do Brasil não criticarem a execução sumária dos políticos de oposição em Cuba e a brutal ditadura de Fidel Castro. O Bush não pode, o Fidel, sim. Essa tal de ideologia é um pandeiro. (Pedro Valentim - RG 19.198.011-0)