08 de julho de 2026
Bairros

Alckmin quer HE em operação total

Da Redação
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O governador Geraldo Alckmin (PSDB) quer o Hospital Estadual de Bauru (HE) em pleno funcionamento rapidamente para atender a demanda de atendimentos médico-hospitalares na região. A medida pode ser uma saída para o problema de internações feitas mediante agendamento para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), suspensas pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB), que mantém os hospitais de Base, Manoel de Abreu e Maternidade Santa Isabel, no último dia 17. Há dez dias, os três hospitais internam apenas pacientes cujos quadros clínicos sejam considerados de emergência e urgência.

Dentro da nova determinação do governo do Estado, o diretor executivo do HE, Emílio Curcelli, o diretor técnico da DIR-10, Affonso Viviani Júnior, e o médico e deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) vão conceder entrevista coletiva à imprensa na próxima sexta-feira, dia 2, às 14h, para falar sobre o processo de internações. Nas próximas semanas, serão ativadas as enfermarias e as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do hospital. Como todo hospital de grande porte, o complexo de Bauru entrou em funcionamento de forma gradativa desde novembro do ano passado. O principal objetivo é esclarecer usuários sobre os procedimentos de consultas e internações a partir das novas metas estabelecidas pela direção do HE e da DIR-10.

Hoje, o hospital dispõe de infra-estrutura capaz de viabilizar 150 cirurgias eletivas por mês. No entanto, o total de cirurgias não-emergenciais realizadas está 60% aquém da expectativa. A meta de operações aprovadas pela Secretaria do Estado da Saúde e fixada atualmente é de 80 por mês, contudo apenas uma média de 30 pacientes são submetidos ao procedimento.

O deputado estadual Pedro Tobias lembrou que o governador Alckmin investiu cerca de R$ 57 milhões na conclusão do HE, cujas obras ficaram paralisadas por quase dez anos. “Em 1995, a administração estadual encontrou 15 esqueletos de hospitais abandonados. Um deles era o de Bauru. Agora, o Estado repassa verba mensal para manutenção do hospital, garantindo o atendimento 100% SUS, ou seja, gratuito, de qualidade e com igualdade”.

Para viabilizar o funcionamento do Hospital Estadual de Bauru, Alckmin criou um novo modelo de gestão, as Organizações Sociais de Saúde (OSS), no qual entrega a administração da unidade a uma entidade sem fins lucrativos e com comprovada experiência no atendimento médico. As OSS contratam os funcionários e realizam o gerenciamento. No caso de Bauru, quem administra é a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar, ligada à Faculdade de Medicina da Unesp-Botucatu.