08 de julho de 2026
Bairros

Famílias esperam proposta da CEF para deixar favela

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

As 35 famílias que ocupam uma área destinada à praça pública no Parque Real, que está sendo requisitada judicialmente pela Prefeitura de Bauru, vão aguardar cerca de dez dias para conhecer uma proposta que será apresentada pela gerência regional da Caixa Econômica Federal (CEF). Foi o que prometeu o chefe de Gabinete da prefeitura, Antonio Sérgio Marsola, para os moradores, em uma reunião realizada na semana passada.

Marsola disse que o estudo representa a terceira etapa das negociações que estão sendo feitas por técnicos da administração municipal. “Fixá-los na mesma área é muito difícil, mas não é impossível. A área é destinada a uma praça e para alterar o projeto e fazer a doação teria que passar pela aprovação da Câmara Municipal”, diz.

Paralelamente, segundo ele, existe uma proposta da CEF. “Eles têm três linhas de financiamentos para casas populares. Dois nós já descartamos, porque essa população não tem renda suficiente. A renda deles é mínima, um salário ou pouco mais”, frisa.

O que está sendo estudado, segundo Marsola, é um projeto destinado a rendas mais baixas através de sistema de mutirão. “A prefeitura entraria com a área e com um projeto de obras, infra-estrutura. O material seria financiado pela CEF, sendo coordenado pela prefeitura”, diz.

Para a líder comunitária Antônia de Fátima Gaspareti de Oliveira, a alternativa apresentada agrada aos moradores. “Eles estão esperançosos, mas ainda não sabemos a proposta concreta. Daqui a dez dias vamos nos reunir novamente, aqui na prefeitura”, diz.

Ela aprova o sistema de mutirão com financiamento do material pela Caixa Econômica Federal e coordenação da prefeitura. Marsola afirma que o estudo visa não só solucionar o problema dos moradores do Parque Real, mas de outros bairros da cidade. “Queremos um projeto para Bauru. Aquilo que for adotado para os moradores do Parque Real poderá se tornar modelo para resolver a questão da população que ocupa áreas irregulares no município”, acredita.

Segundo ele, cerca de 2 mil pessoas ocupam área irregulares na cidade. “Queremos uma solução para todas as áreas ocupadas. Temos áreas ocupadas que são públicas, de lazer, áreas de preservação e até área de risco, no fundo de vale”, frisa. Segundo ele, o projeto poderia ser adotado para a Pousada da Esperança, Jardim Flórida, Ferradura Mirim, Jardim Nicéia, Parque Jaraguá, entre outros bairros.