10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• GLP

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, disse ontem que, ao contrário do que aconteceu com os demais derivados de petróleo, não há margem na refinaria para a redução dos preços do gás de cozinha. Por outro lado, também afirmou que o governo retomará em maio a discussão com representantes da cadeia produtiva do gás liqüefeito de petróleo (GLP) para buscar uma solução que leve o produto a preços mais adequados. A queda das cotações do petróleo e do dólar pode abrir espaço para isso.

• Imposto

Os contribuintes que ainda não entregaram sua declaração de Imposto de Renda (IR) 2003 devem se apressar, já que hoje é o último dia. O envio de dados à Receita Federal é obrigatório para todas as pessoas que tiveram rendimentos tributáveis (como salário) acima de R$ 12.696,00 no ano passado. O preenchimento da declaração deve ser feito com muito cuidado, já que a Receita está intensificando as fiscalizações com o objetivo de evitar sonegação do imposto.

• Entregas

Para o envio pela Internet, o site da Receita Federal é o www.receita.fazenda.gov.br e as declarações deverão ser enviadas até as 20h. Para depois das 16h está sendo previsto congestionamento no sistema. A entrega em disquete deve ser feita apenas nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, durante o horário normal de expediente bancário (das 10h30 às 16h). Os formulários em papel devem ser entregues nas agências dos Correios.

• Plantão

Hoje, a Delegacia da Receita Federal (DRF) em Bauru ainda estará oferecendo atendimento aos contribuintes no plantão, que funciona das 8h às 12h pessoalmente, e das 14h às 17h pelo telefone 235-1905. A sede da delegacia fica na rua Bandeirantes, 7-80. O contribuinte também deve ficar atento para uma novidade implantada neste ano, que é a necessidade de constar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) na declaração do IR. Até o ano passado essa exigência não era feita.

• Exportações

Em meio a especulações de que a atual cotação do dólar (que ontem fechou em R$ 2,912) venha prejudicar as exportações - o motor do emprego e da atividade industrial nos últimos meses -, a diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Clarice Messer, afirma que isso ainda não é uma preocupação. Contudo, ela diz que o governo precisa ficar atento e manter as exportações na “pauta de urgência”.

• Dólar

De acordo com Clarice, o câmbio não é tudo, e o dólar ainda não teria dado sinais de que deva atrapalhar. Porém, todo cuidado deve ser tomado, segundo palavras da própria diretora da Fiesp. Para ela, a ação do governo precisa ser muito presente, já esse patamar resulta do fluxo de capitais, que é positivo. Contudo, o Brasil não pode ficar à mercê disso e é preciso continuar fortalecendo as exportações.

• Vendas

Clarice Messer fez uma colocação muito importante para o País e também extremamente oportuna: é preciso deixar de lado o antigo erro de ser escravo (o Brasil) da vulnerabilidade externa. O cenário pede que o governo seja mais ativo na desoneração das exportações e mantenha a política de promoção das vendas para o Exterior. Um corte na taxa Selic (a taxa básica de juros da economia brasileira) também é esperado pela diretora da Fiesp - e por todos os brasileiros.