08 de julho de 2026
Cultura

Quase um século de notícias

Da Redação
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No dia 1 de maio de 1905 foi apresentada a edição número um do primeiro jornal que circulou em Bauru, O Progresso de Bauru. O jornal, era impresso inicialmente em Avaré, depois começou a ser rodado em São Manoel e mais tarde em Botucatu, antes de chegar a ser produzido em Bauru. Seu proprietário era José Antônio Pereira Júnior e seu gerente, Horácio do Vale.

Era um jornal pequeno, que só continuou a ser produzido devido ao auxílio da Câmara Municipal, que aceitou pagar uma quantia (40 mil réis por mês) para ver seus editais publicados. As dificuldades financeiras da publicação, porém, eram grandes e seu proprietário não as suportou, fechando o jornal no início de 1906.

Foi uma história curta mas que serviu para marcar o começo do desenvolvimento da imprensa em Bauru. Em 1999, a Câmara Municipal, aceitando uma sugestão do Instituto Histórico “Antônio Eufrásio de Toledo”, criou o Dia da Imprensa de Bauru no dia 1 de maio em homenagem à inciativa do O Progresso.

De acordo com o historiador Luciano Dias Pires, responsável pelo Instituto Histórico, depois da extinção do jornal, o advogado e segundo prefeito de Bauru, Domiciano Silva, lançou O Bauru, um jornal que permaneceu na ativa durante mais de duas décadas, apesar de algumas interrupções por problemas políticos.

Vendido mais tarde a Almerindo Cardarelli, prosseguiu divulgando os acontecimentos da cidade até meados dos anos 20, quando parou de circular. Com o decorrer dos anos, outras publicações surgiram, como a Folha do Povo, o Correio da Noroeste e a Folha de Bauru, os mais importantes órgãos de comunicação dos anos 30 do século passado.

Outros periódicos como A Cidade de Bauru, A Gazeta de Bauru, O Tempo, Jornal da Manhã, O Comércio de Bauru, Jornal do Interior, Correio de Bauru, Diário da Noroeste e a Tribuna Operária, também circularam no começo do século 20 na cidade, mas tiveram vidas curtas - alguns deles, por conta de questões políticas.

“A Folha de Bauru, cujo proprietário era José Lúcio da Silva, também fundador da Folha do Povo, em fins de 1945 foi negociada com um grupo comandado por Avallone Júnior que transformou o jornal no Diário de Bauru, órgão que durante vários décadas liderou a imprensa bauruense”, lembra Pires.

Segundo o historiador, que lembra que Bauru já chegou a ter três jornais diários e um semanal (A Verdade), no decorrer dos anos, alguns nomes se destacaram na vida jornalística da cidade, entre os quais Jorge de Castro, José Lúcio da Silva, Paulino Raphael, Correia das Neves, José Fernandes (que fundou o Correio da Noroeste), Oswaldo Gaspar, Gomes de Araújo, Jehovah de Oliveira e Nadyr do Nascimento Serra, entre outros.

Criado um 1967, o Jornal da Cidade foi o primeiro em todo o Interior a ser impresso em off-set e atualmente é o único jornal bauruense.

Rádio e televisão

“Depois de 98 anos, Bauru conta com inúmeros órgãos de comunicação além do jornal, como revistas, rádios emissoras de televisão, nos quais trabalham dezenas de jornalistas, a maioria formada em nossas faculdades”, lembra Pires.

De acordo com o historiador, o rádio surgiu na cidade na década de 30, quando João Simonetti lançou, em 1934, a Bauru Rádio Clube. Foi ele também o pioneiro da televisão bauruense, cuja inauguração (TV Bauru - Canal 2) aconteceu em agosto de 1960. Simonetti foi ainda o primeiro a apresentar o cinema falado na cidade, no Cine Teatro Brasil.

Hoje Bauru é imprensa bauruense conta com o JC, as revistas Atenção, Bauru News e Cadência. Ainda são produzidas na cidade dezenas de revistas dos mais variados assuntos pela bauruense Editora Alto Astral, que as distribui em todo Brasil.

Quanto às emissoras radiofônicas, a cidade conta com a Auri Verde, Bandeirantes, Rádio 710, Universal, Rádio Veritas, FM 94, 96FM, Unesp FM e a Líder FM. Na televisão, os bauruenses podem conferir, a TV Modelo, Bandeirantes, Record, TV Preve, TV Universitária (que engloba a programação da UNIP, FIB, USC), TV Câmara e o SBT.