Botucatu - O Centro de Raízes e Amidos Tropicais (Cerat) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Botucatu (100 quilômetros a sudeste de Bauru), realiza nos próximos dias 15 e 16, no auditório da Fazenda Experimental Lageado, o 1.º workshop sobre tecnologias em agroindústrias de tuberosas tropicais, apresentando como o tema principal o processamento de mandioca.
Segundo a assessoria de imprensa da Unesp, a idéia de um workshop surgiu no ano passado, a partir da realização da 1.a Feira da Mandioca em Botucatu, onde foram apresentados pratos típicos, com a participação de várias empresas atuantes no setor. Neste ano, a direção do Cerat decidiu agregar um evento científico-tecnológico, realizado na universidade, ao evento cultural, realizado na cidade.
O 1.º workshop tem entre seus objetivos apresentar as tecnologias aplicadas em agroindústria de processamento de mandioca, a partir da experiência de diferentes profissionais e pesquisadores da área, e realizar um diagnóstico das demandas do setor para reorientar ou propor intervenções adequadas.
Além disso, o evento pretende sensibilizar o setor produtivo para a necessidade de interação com centros de pesquisa, buscando parceiras para soluções de questões tecnológicas.
O workshop, que conta com apoio do Sebrae, também deve consolidar a posição do Cerat como um centro de pesquisa capaz de auxiliar no desenvolvimento do setor produtivo. O evento é aberto para empresários de agroindústrias, produtores de mandioca, estudantes e pesquisadores.
Segundo a assessoria, a abertura do evento contará com duas palestras: “Integração, pesquisa, universidades e empresas”, proferida por Antonio Carlos Stein, consultor de negócios e agronegócios do Sebrae; e “Cadeia produtiva de mandioca”, proferida pelo professor Augusto Hanber Gameiro, da Esalq/USP.
Seis painéis serão apresentados, discutindo a tecnologia do ponto de vista de pesquisadores especialistas na área e de produtores.
Segundo o professor Cláudio Cabello, diretor do Cerat, o formato do evento foi escolhido para privilegiar o debate e a integração entre os vários participantes.
“Primeiramente, um pesquisador aborda o tema do ponto de vista da ciência, a seguir um produtor deve falar sobre seu método de trabalho ou suas dificuldades naquele determinado setor. A terceira etapa do painel é o depoimento de alguma empresa construtora de equipamentos que atendem o setor, que vai falar sobre as energias envolvidas, fornecer visões de custos.
Finalmente, haverá a plenária com os questionamentos de todos os presentes sobre a problemática e as experiências relatadas. Dessa maneira, poderemos diagnosticar problemas e verificar nosso posicionamento para ajudar a resolvê-los”.
Os painéis apresentados serão: “processamento mínimo de mandioca”; “produção de chips de mandioca”; “produção de pão de queijo”; “produção de produtos panificáveis com fécula de mandioca”; “produção de ração animal extrusada de mandioca”; e “produção de embalagens biodegradáveis com fécula de mandioca”.
Feira da Mandioca
Nos dias 17 e 18 será realizado no Espaço Cultural Municipal, a 2.a Feira da Mandioca, promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e pelo Cerat. A feira contará com a presença de vários produtores, que vão divulgar produtos derivados da mandioca.
Neste ano, o Cerat deve apresentar durante o evento uma curiosidade, a aguardente feita de mandioca. Apesar do município de Botucatu não ser um forte produtor de mandioca, a região pode ser considerada um pólo tecnológico específico para o setor, justamente por causa da experiência do Cerat, como centro de referência na área.