09 de julho de 2026
Regional

Comitê diz precisar de R$ 100 milhões para resolver problemas ambientais

Tribuna Impressa
| Tempo de leitura: 2 min

Rincão - A direção do Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Mogi Guaçu (CBH-Mogi) – composta por 41 municípios da região de Araraquara - diz precisar de cerca de R$ 100 milhões para sanear problemas ambientais ao longo do rio. Representantes dos municípios estiveram reunidos em Rincão, quando ouviram por mais de uma hora o secretário nacional de Saneamento do governo Lula da Silva, Abelardo de Oliveira Filho.

Segundo afirmou o secretário em seu pronunciamento, um de seus maiores desafios será articular políticas globais de saneamento, após o processo de estruturação do Ministério das Cidades, ao qual sua pasta está subordinada. O secretário enfatizou que sua pasta herdou uma dívida de quase R$ 1 bilhão do governo anterior e atualmente dispõe de apenas R$ 213 milhões no orçamento deste ano.

O secretário disse ainda que até a metade de maio já deverá saber qual montante de recursos será necessário para as ações de sua pasta. Ele estima, porém, que somente para municípios com populações inferiores a 20 mil habitantes, de oito Estados brasileiros do Nordeste, sejam necessários R$ 3 bilhões.

Para Oliveira Filho, é importante que as prefeituras de todo o País entendam que a questão do saneamento não está resumida apenas à instalação de rede de esgotos, mas também a equações relativas ao lixo urbano e a drenagem e controle de vetores.

Na opinião do prefeito de Rincão, Dudu Bolito (PT), também um dos integrantes do CBH-Mogi, a reunião configurou-se como um fato histórico, uma vez que, pela primeira vez em sete anos de existência, o comitê pôde contar com a presença de um representante direto do governo federal. “Isso deve provocar o estreitamento das relações entre ambos”. O presidente do CBH Mogi é o prefeito de Espírito Santo do Pinhal, João Alborgheti (PSDB).