Os universitários que vêm de outras cidades e instalam-se em Bauru por alguns anos para estudar compõem um grupo da população peculiar no que refere-se à exploração dos diversos bairros.
Grande parte deles adota o Centro como referência na hora de procurar casas ou apartamentos para alugar. O resultado é que as repúblicas ficam concentradas principalmente ao longo da avenida Nações Unidas. Ela torna-se um eixo importante para os estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), por exemplo.
O extremo oposto ao câmpus é o Terminal Rodoviário, para onde muitos dirigem-se com o objetivo de voltar às suas cidades de origem. Nesse trecho, as avenidas Duque de Caxias e Rodrigues Alves também podem ser referências importantes para o grupo, que não precisa percorrer grandes distâncias para suprir as necessidades do dia-a-dia.
O estudante de engenharia mecânica Bruno de Oliveira Andrade, que mora no Centro, admite que pouco conhece de Bauru, embora esteja há quase três anos na cidade. “É mais o Centro da cidade e a Nações mesmo”, confessa.
Outro exemplo é o unespiano Gustavo Henrique Lucas. Há cerca de dois anos e meio ele chegou de Lins e atualmente mora no Parque das Camélias. O estudante conta que não foge ao trajeto: centro - câmpus - casa.
No máximo, Gustavo vai a repúblicas de colegas que também ficam perto da Nações Unidas. “Vou aonde mora o resto da turma, como Geisel, Higienópolis e ali perto da rodoviária. Não sei o nome do bairro”, conta.
Ambos não conhecem nem mesmo o Jardim Botânico, que fica ao lado do Zoológico Municipal e, portanto, não tão longe da Unesp. Eles alegam que o “eixo” da Nações Unidas é suficiente para a vida que levam na cidade.
“Eu acho que até sei onde fica, mas tem o bosque, o Jardim Botânico, o Horto Florestal. Eu confundo um com o outro”, justifica Bruno.