O sobrinho do tio Expedito capitulou. Sua presença na recepção ao governador do Estado, no dia 1 de abril, foi como um cometa no passeio meteórico da madrugada, não tão brilhante, mas singular e efêmero. Acoutou-se na maior parte do tempo na lanchonete do atual “aeroporto” aguardando a chegada do governador, na inseparável companhia do seu “ajudante de ordens”, circulando pouquíssimas vezes pelas inúmeras rodas políticas que se formavam. Quando o governador chegou, o “Mandarim das Cerejeiras” cumprimentou-o e safou-se quase anonimamente como chegou. Quando o governador questionou seu paradeiro, não para paradear já que o dia era propício, mas sim para talvez presentear Bauru com alguma obra, o “Mandarim das Cerejeiras” certamente já se encontrava assentado no seu mandarinato.
Questionado pouco antes do governador chegar pelo ex-prefeito Tidei de Lima, se haveria alguma reivindicação a ser feita ao governador, sua resposta deu a dimensão exata da ausência de habilidade política requerida do homem público para comandar um município do porte de Bauru.
Lamentável! (Nicanor Amaro Silva - RG 7.725.024)