10 de julho de 2026
Geral

Ferreomodelistas de Bauru expõem miniaturas no museu

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Considerado pelos adeptos como um hobby apaixonante, o ferreomodelismo atrai diversas pessoas todos os domingos para o Museu Ferroviário de Bauru. Os integrantes do grupo de ferreomodelismo, de todas as idades e profissões, passam as manhãs de domingo brincando com locomotivas e vagões em miniaturas, que ficam em exposição no museu.

Os encontros começaram há oito anos. Entre os participantes, há pessoas que vêm da região para divertir-se com os trens em miniaturas. Para Armando Rodrigues, representante de vendas, além de uma paixão, o hobby é um trabalho de engenheiro, onde tudo é feito com precisão para que as maquetes de locomotivas, vagões, trilhos e até estações fiquem como se fossem reais.

Segundo o aposentado Manoel Ferreira Jorge, que fez sua primeira maquete em 1959, e é considerado pelos demais freqüentadores do museu como patriarca do grupo, o ferreomodelismo é uma paixão que encanta num País com pouco espaço para o transporte ferroviário. Todos os demais participantes do grupo concordam que o Brasil poderia ampliar a malha ferroviária.

Para Ferreira Jorge, o País perde em cultura. “Foi um crime acabar com a ferrovia em um País grande como o Brasil”, salienta.

Rodrigues também reclama da redução do transporte ferroviário. Para ele que viveu desde o início da infância com o avô nos trilhos da Noroeste do Brasil em Bauru, é doloroso ver o patrimônio ferroviário dissipar-se. “A ferrovia no Brasil foi esquecida, é uma pena que o nosso País tenha uma memória tão curta e acabe abandonando um meio de transporte tão importante. Então, divirto-me transformando em um brinquedo para adulto”, destaca.

Jorge Luiz da Costa também não se conforma com o sucateamento da ferrovia no País. “Em todo o mundo a ferrovia funciona. Só no Brasil que não e isso fez que o transporte encarecesse demais e ainda acabou com o patrimônio do País. Eu supro a falta da ferrovia com as maquetes”, diz.

Mas apesar de Bauru não contar mais com o transporte de trens de passageiros, os ferreomodelistas são enfáticos em dizer que o hobby é uma terapia. “Mexer com maquetes e pintá-las me relaxa. Criamos alternativas quando não tem peças e isso é muito legal. Eu relaxo fazendo isso”, diz Rodrigues.

Costa também vê no ferreomodelismo uma terapia. Filho de ferroviário, ele é apaixonado por trens desde a infância e há um ano freqüenta o grupo. “Estamos sempre mexendo, arrumando as coisas. Isso me distrai. É um gosto que não tem fim”, encerra Jorge.