09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Alvorada, prenúncio de luz, Santana


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O homem que diz “eu sou”, não é. Porque quem é mesmo, é “não sou”. Nada mais verdadeiro para falar um pouco do vereador Santana, arrolado mais por circunstâncias do que por má fé em delitos na Câmara. É possível, pela sua formação ética, que Santana não quisesse fazer a tal viagem, com a família, e muito menos se furtar ao compromisso de acertos com a tesouraria da Casa. Em não sendo burro nem nada, por que faria isso? Mas, muito mais possível é que estivesse integrado naqueles cinco minutos de raciocínio nevoento, que todo homem conhece, quando se deixa ser levado por indução. E não foi por indução de um João Ninguém. Foi com o aval, ou indução, do presidente do Legislativo, de quem, presumivelmente, deve ter ouvido: “Vá e não esquente a cabeça, que isso daqui é assim mesmo. Deixe comigo.”

O vereador deverá pagar o que deve, e nunca mais esquecer-se da lição. E o desfecho seria outro se Santana tivesse lembrado a história do porquinho limpo, que atirado num chiqueiro lotado, levou esfregões e mordidas até ficar bem parecido com os velhos inquilinos. Contudo, para nossa sorte, não há regra sem exceção. Ainda temos políticos valorosos e honrados nos poderes que sustentam a nossa democracia. Pagando o que deve, Santana voltará com mais tempo à sua família e aos seus amigos leais, que sempre dirão: “Não esquente a cabeça, Santana. Nós te conhecemos de sobra!...” (Antonio Ribeiro Corrêa - RG 4.168.220)