09 de julho de 2026
Geral

Trabalho voluntário ganha espaço nas escolas estaduais


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O número de professores e pais de alunos que se oferecem para desenvolver trabalhos voluntários tem crescido nas escolas estaduais de Bauru. Segundo o dirigente regional de ensino, Jair Sanches Vieira, essa prática ocorre em quase todos os 72 estabelecimentos da rede estadual vinculados à diretoria.

Um desses exemplos é a professora Mara Cristina Pereira, que leciona na escola Professor José Viranda. Desde o início do ano, ela oferece o curso de inglês para 30 alunos de 3ª série. “Eu tinha a idéia de dar aulas no centro comunitário do bairro, mas como já trabalho aqui na escola, ficou mais fácil”, diz ela.

A professora conta que os alunos não são obrigados a freqüentar as aulas, mas não deixam de comparecer. “Eles ficam comigo apenas uma hora, mas para o aprendizado deles faz muita diferença, já que só teriam acesso ao idioma na 5ª série”.

Ela afirma que a paixão pelo ensino foi o que a transformou em voluntária. “Eu gosto muito do meu trabalho, tanto que estou fazendo o curso de Letras”.

A professora, que é formada pelo Centro de Formação e Aperfeiçoamento para o Magistério (Cefam), diz que tem planos para ampliar os cursos. “Tenho um projeto para ensinar espanhol, mas ele ainda está no papel.”

Ela afirma que utiliza em sala de aula algumas atividades inspiradas no JC Criança, caderno infantil semanal do Jornal da Cidade. “Faço isso principalmente com as palavras-cruzadas.”

Os alunos do curso são selecionados pelo professor da classe. Os escolhidos são, em geral, os que apresentam as melhores notas.

O aluno Lucas Limeira Teodoro, 9 anos, diz que as aulas são válidas. “Estou gostando muito. Já aprendi números e cores.”

Para a aluna Simone dos Santos, 8 anos, vale à pena ficar até mais tarde na escola para assistir ao curso. “Acho interessante. Minha família está apoiando e a professora é muito legal”, diz.

Estímulo

O dirigente regional de ensino acredita que o Ano Internacional do Voluntariado, comemorado em 2002, estimulou diversos tipos de ação. “São atividades como capoeira, dança, música e coral. Temos o caso de um professor de informática que formou os alunos que agora trabalham como monitores.”

Jair Sanches Vieira acredita que a solidariedade é o principal fator de atração para os voluntários. “Além disso, muitos não querem deixar morrer o que sabem fazer com propriedade.”

Segundo ele, nas cidades menores da região os pais também têm tido uma participação importante. “Eles foram alunos dessas escolas e agora querem dar uma contribuição.”

Vieira conta que a diretoria quer incentivar ainda mais o trabalho voluntário. “Durante o fórum de educação que faremos nos dias 19 a 21 de maio, queremos propor que as crianças visitem os asilos. Lá, elas poderão ouvir histórias de vida, tocar violão, jogar dominó, enfim, atividades que façam com que elas tenham contato com os idosos.”