Nos primeiros 100 dias vivenciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de maneira escatológica/administrativa adotada sua excelência mostrou-se um analítico cidadão já afeito no contexto político vivido pela população brasileira. Ao ensejo do procedimento em que o presidente não deixou de mostrar-se e não faltou manifestar-se “em referência às quedas do dólar e da inflação e à volta do crédito, o presidente diz que a crise está sob controle”, afirmando que “A fera está sendo domada”. Em seguida, reforçou seus argumentos segundo a presente frase: “Nós ainda estamos em três meses e meio de governo e o risco Brasil, que chegou em setembro a 2.400, está a menos de 900. Certamente, comemoraremos juntos o dia em que chegar a 600 ou 500”.
Pessoalmente, e de maneira absolutamente particular, entendemos oportuno que muito embora não se haja chegado às previsões esperadas pelo presidente, com o processo caindo a valores mais acessíveis, em 15 de abril corrente, o real mais forte provocou um risco no ajuste das contas externas do País. E o dólar, cujo patamar caiu em sete meses e na trégua do mercado, a moeda americana caiu para 2,52%, vindo a fechar cotada na ocasião em R$ 3,08, “com entrada de recursos”, na rolagem com o Banco Central.
Na seqüência, tomamos sentido da ocasião em que o ministro da Fazenda, Antônio Palocci Filho, afirmara com todas as letras que “o valor do câmbio não interessa ao governo”, Prosseguindo, aduziu que: “para nós, não interessa o valor A ou o valor B para o câmbio. Interessa que havendo estabilidade econômica... o câmbio também encontrará seu ponto de estabilidade, e as questões vão se equacionar nisso", disse em Nova York.
Enquanto isso, o ministro José Graziano (da Segurança Alimentar) foi chamado de “marginal” por ocasião da “Abertura do seminário em Fortaleza”, havendo afirmado que a “Verba da Fome Zero é desviada”.
O presidente, entretanto, pretendendo “evitar concessões pessoais aos Estados”, prevendo reuniões difíceis, negociando com os governadores. Sem consenso, porém, o presidente afirmou que as reformas “não irão salvar o Brasil” e, sob críticas, adia o envio das reformas ao Congresso..
Quanto ao assunto manifesto do vice-presidente da República, José Alencar, veio a público mostrando-se preocupado com a previsão de que o “arremedo de reforma pode frustar”, afiançando que a “emenda sairá pior do que o soneto e a reforma tributária não sairá a contento”.
Aos 112 dias de governo, o presidente Lula se mostra através da mídia e sentindo o peso da responsabilidade e (curiosamente), citar um apelo a Jesus Cristo. Bate forte no sistema Judiciário do País, nas polícias e na “Justiça classista e a polícia truculenta”. Lula, questionado de imediato quanto a sua afirmativa de existência da “caixa preta no Judiciário, provocou forte reação, abrindo uma crise entre os poderes”. Fato imediatamente contestado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio de Mello. O ministro em questão teria afirmado que “Lula prestou desserviço ao País e deixou o Judiciário perplexo diante do episódio”.
Como para bom entendedor meia palavra basta, concluímos , sob certa animosidade vivida na mídia em Brasília. Quanto “às palavras do chefe do Poder Executivo atingem o Judiciário como um todo desservindo à sociedade brasileira”. Sabendo-se que desde a presença de Lula na presidência, o ministro “Marco Aurélio tem atacado a proposta de reforma da Previdência” em especial quanto “a cobrança da contribuição de servidores inativos”. Convém que Lula se mostre mais paráclito quanto as ações de mando na criação do tratado de PA no País, a fome não espera... (O autor, José Almodova, é professor/mestre em Projeto, Arte e e Sociedade prla Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC)