09 de julho de 2026
Regional

Em 2 anos, governo gastou R$ 3,5 mi

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí - Nos últimos dois anos, o governo do Estado destinou cerca de R$ 3,5 milhões para obras da Defesa Civil nas cidades da região. A maior parte desses recursos foi usada para construir pontes e galerias de águas pluviais. Em todo o Estado, foram mais de R$ 60 milhões nos dois mandatos do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

De acordo com o coordenador estadual Roberto Alegretti, novas inaugurações devem ser feitas nos próximos meses. Segundo ele, existem obras em andamento em Jaú, Agudos e Cabrália Paulista. Todas em fase final de acabamento.

Alegretti informou que grande parte dos problemas que chegam à Defesa Civil estadual tem relação com o solo arenoso de muitas cidades da região.

Aliado à falta de galerias, essa particularidade faz com que a população fique refém das erosões. Um caso exemplar disso é a cidade de Bauru, que há anos sofre por causa do solo arenoso e pela falta de infra-estrutura básica, como galerias pluviais, que poderiam amenizar os estragos causados pelas chuvas.

De acordo com o coordenador, a Defesa Civil estadual trabalha em duas frentes; nas chamadas obras recuperativas e nas preventivas. A primeira é realizada quando ocorre um evento desastroso. Nesse caso, o governo intervém para reconstruir pontes, neutralizar erosões ou recuperar a estrutura de residências.

A segunda frente, como o próprio nome já diz, atua de forma preventiva. Ela é posta em prática quando uma ponte ainda não caiu, mas está com sua estrutura seriamente comprometida. O serviço de recuperação, neste caso, serve para evitar que o pior aconteça.

O maior volume de pedidos que chegam à coordenadoria da Defesa Civil é para a construção de pontes e de galerias. Mas, segundo Alegretti, há também solicitações para a construção de muros de arrimo e obras de contenção de encostas.

Para as cidades onde é decretado estado de calamidade pública, o governo normalmente libera o valor integral da obra. Caso contrário, o município precisa colaborar com uma porcentagem. Geralmente, a contrapartida gira em torno dos 20% do valor da obra.