Na reunião da última quarta-feira, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Bauru decidiu organizar o Seminário Bauru Contra a Violência, entre os dias 9 e 13 de junho.
A diretoria havia convocado a reunião com o conselho e os associados para discutir o problema da segurança pública e as alternativas para redução da violência e criminalidade na região.
“Queremos encontrar empresários dispostos a bancar as despesas, e iniciar essa mobilização para ganhar mais adesões”, disse o vice-presidente do Ciesp Bauru, Ricardo Coube.
Foi discutida a experiência vivida pela Ciesp da Capital, com a criação do Instituto São Paulo Contra a Violência. Um grupo de empresários, universidades e meios de comunicação uniram-se para realizar ações e criar projetos em parceria com a sociedade para enfrentar o problema da violência urbana.
A idéia do Ciesp é formar um grupo semelhante na cidade, o Bauru Contra a Violência, para começar a funcionar a partir do seminário. O grupo que vai cuidar da organização é formado por Ricardo Coube, Claudemir Misquiati, Primo Mangialardo e José Mário Benjamin.
Segundo Coube, o projeto de uma mobilização contra a violência já existia antes do assassinato de uma de suas funcionárias. A diretoria, agora, espera que o triste acontecido sirva de estímulo para que os empresários associados tenham determinação e mobilizem-se.
No último dia 25, a auxiliar administrativa do Ciesp Márcia Aparecida de Lima Silva, 28 anos, foi morta com uma facada no pescoço, dentro de sua casa, no Núcleo José Regino, após voltar do trabalho. O corpo foi encontrado pelo marido da vítima, e o crime ainda não foi esclarecido.
Disque-denúncia
Criado em 1997, o Instituto São Paulo Contra a Violência é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que visa desenvolver e implementar projetos para redução da violência e da criminalidade. Agrupando universidades, entidades empresariais e meios de comunicação, atualmente o Instituto funciona só na Grande São Paulo.
O disque-denúncia, principal projeto do instituto, foi criado em 2000, e conta com a participação da comunidade, anonimamente, na resolução de casos e conseqüente redução da criminalidade.
Em novembro de 2002, representantes da ONG vieram a Bauru discutir a implantação do serviço de denúncias na cidade. No entanto, o alto custo do projeto impossibilitou sua concretização.