09 de julho de 2026
Regional

Justiça decide hoje futuro da Sobar

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Espírito Santo do Turvo - A Justiça do Trabalho de Ourinhos (115 quilômetros a Sudoeste de Bauru) deve definir hoje o futuro da Usina Sobar e de seus 500 trabalhadores.

Do encontro entre o juiz Levi Rosa Tomé e representantes de sindicatos e do Banco Rural Leasing Arrendamento Mercantil, marcado para as 13h, é provável que saia o nome da empresa que irá assumir o comando da usina, instalada em Espírito Santo do Turvo.

Com uma dívida trabalhista em torno dos R$ 40 milhões, a empresa passou por intervenções, determinadas pela Justiça do Trabalho.

Desde o dia 4 de abril último, por ordem do juiz Antônio José Magdalena, da 2.ª Vara Cível de Santa Cruz do Rio Pardo, o Banco Rural tomou posse, em definitivo, dos bens da usina, que era ligada ao Grupo Petroforte.

Em maio do ano passado, as partes fizeram um acordo e a usina se comprometeu a saldar sua dívida parceladamente, até 2009.

O acordo foi homologado por sentença judicial. Em caso de descumprimento, ficou acertado que o banco tomaria posse dos bens da usina.

Foi o que aconteceu depois que a empresa deixou de pagar as parcelas devidas à instituição financeira.

A dívida da empresa com o Banco Rural supera os R$ 24 milhões divulgados no mês passado, quando a Justiça determinou a reintegração de posse, segundo informou o assessor da diretoria do banco, Gleisson Miranda. Ele não revelou o valor exato da dívida.

De acordo com o assessor, não há interesse do banco em ficar com a usina. Sem citar nomes, ele informou que algumas empresas mostraram interesse em comprá-la. Miranda alegou sigilo comercial ao se negar a falar das possíveis candidatas.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Químicas, do Álcool e Farmacêuticas de Ipaussu, José Carlos de Paula, a definição quanto ao futuro da Sobar trará alívio aos funcionários.

“Hoje, eles estão com a situação indefinida dentro da empresa. Não sabem se a usina irá continuar ou se receberão o próximo pagamento”, disse.

De acordo com o sindicalista, o salário de abril foi pago na última terça-feira. Dos R$ 381 mil da folha de pagamento, R$ 346 mil vieram da venda do álcool. O restante foi complementado pelo Banco Rural, cuja sede fica em Belo Horizonte.

Segundo o presidente, a preocupação maior do sindicato está centrada na questão trabalhista. “Disso (pagamento da dívida) não abrimos mão. O restante não queremos nem saber”, declarou.

De acordo com o banco, a empresa que comprar a Sobar ficará responsável pelos funcionários, mas não necessariamente pela dívida trabalhista. Segundo a instituição financeira, a dívida deve ser estudada caso a caso. No entanto, não revelou quem fará esse serviço. Se o próprio banco ou o novo proprietário.

Além do presidente do sindicato de Ipaussu, participarão da reunião de hoje representantes dos sindicatos rurais de Duartina, de Paulistânia e da Federação dos Químicos do Estado de São Paulo.