Há exatos 60 dias passados (10/03), falecia na cidade do Rio de Janeiro, aos 48 anos, no ápice da vida, um grande filho, irmão, pai, tio, amigo,excelente profissional e sobretudo um notável ser humano. Como bauruense nato, Yvaldo Giunta Filho sempre soube - mesmo que distante durante os últimos anos - retornar assiduamente a esta terra, revendo familiares e amigos. Como profissional da área de Administração de Empresas formato pelo ITE-Bauru, trilhou o caminho de seu pai - Yvaldo Giunta - na gerência do conhecido Frigorífico CHAPECÓ, durante quase 20 anos. Foi aí onde iniciou sua carreira como vendedor; até chegar ao cargo de alto executivo dentro da empresa.
Ao lado de seu pai, fixou a marca da empresa em Bauru e região, onde exerceram forte domínio de mercado, tanto local como regional, graças à competência e seriedade de ambos, atestadas por todos àqueles que vivenciaram e vivenciam até hoje esse mercado. Ainda nesta empresa, transferiu-se para diversas cidades, até situar-se na cidade de São Paulo, a convite da diretoria da empresa, assumindo posto de responsabilidade em âmbito nacional. Áureos tempos, quando a empresa ainda estava nas mãos de empresários brasileiros, que mantinham pela distribuidora de Bauru a mais alta consideração.Não apenas em função dos altos índices de “qualidade de vendasâ€, mas também pelo trato pessoal e amigo. Seja com o presidente, como com seus diretores e gerentes do qual fazia parte.
Nos últimos anos, como diretor de vendas da multinacional DOUX-FRANGOSUL, na cidade do Rio de Janeiro, angariava invariavelmente parceiros, amigos e resultados, senão surpreendentes, muito além daqueles que um dia lhe foi dado no início de carreira. Sua passagem para o “andar de cima’, ou “Desencarnaçãoâ€, como prefere a espírita de escol Dona Terezinha - sua mãe, amiga e companheira talvez nos seus últimos dias - deixa uma lacuna irreparável para todos que o conheceram.
Após 60 dias de sentimentos ambíguos e confusos sobre o que significa nossas vidas - só quem perde um ente próximo e querido, sente na carne e na consciência a dor da ausência eterna - e a inexorabilidade da morte, é que posso novamente escrever sobre meu irmão. Escrevo agora em nome de meus pais, meus sobrinhos, minhas filhas, todos os familiares próximos e os distantes, amigos, colegas e conhecidos que, como eu, ficaremos saudosos durante todo o tempo que nos for permitido por Deus, sentir essa estranha e irremediável sensacão. Não é porque os outros morreram que a afeição que lhes dedicávamos se debilita; é porque nós mesmos morremos. (Proust) (Ivan Giunta - RG 8.739.150 –SSP-SP)