08 de julho de 2026
Articulistas

Deus brasileiro...


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Não seria relevante Anthony Garotinho alertar a opinião pública, como o fez nestes dias, de que o crime organizado aumenta de forma impressionante no Rio de Janeiro, indiferente à pressão ou opressão policial. É que a população carioca já tinha ciência disso, desde muito tempo, uma vez que os rasgos cruéis da violência assassina acontecem ali, à revelia das milícias, em dimensões fora de série, penalizando a Capital, inclusive o centro urbano, que nada fica a dever nisso à periferia, atingida em todas as suas favelas, uma vez que não dão os malfeitores a menor bola para os benfeitores - essa é a verdade - desmoralizando os que se colocam contra seus propósitos. Perceptivelmente estarrecido, talvez se considerando impotente para evitar que a criminalidade continue fugindo de seu controle, o novo secretário de Segurança Pública, que aceitou o encargo por nomeação da Rosinha, mostra-se sem condições efetivas para acabar ou pelo menos reduzir um pouco o imenso terror reinante no cenário da “princezinha do mar”, no qual se instalou, ganhou maior corpo e segue desafiando as energias do poder público.

É evidente que o problema chegou ao ponto nevrálgico, não acenando ao novo secretário com qualquer esperança de recuo. O que as autoridades poderiam fazer têm feito sem resultados práticos, pouco atingindo seus objetivos, porquanto as batalhas não cessam, matando de ambos os lados. A fuzilaria entre policiais e terroristas, acontecida na semana passada, da qual saiu gravemente ferida uma jovem estudante, alcançada por uma bala perdida no interior de sua escola, foi o que não se poderia esperar da insensatez do crime organizado, motivo pelo qual está Garotinho com inteira e triste verdade quando afirma que a questão figura entre outras tantas para as quais o Rio não tem solução e, conseqüentemente, tem de esquecer a romântica modinha da “Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil, Cidade Maravilhosa, coração do meu Brasil”, pois suas tradicionais maravilhas estão sendo dizimadas a rajadas de tiros e bombas. Coragem secretário! não desanime que você poderá reduzir a criminalidade nos 12 por cento que deseja, pois não há mal que sempre dure. Deus é brasileiro e há-se de desarmar os que aqui se opõem ao direito e à justiça. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)