09 de julho de 2026
Polícia

Acidente na Bauru-Marília deixa quatro em estado grave

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Uma colisão frontal registrada sábado, no quilômetro 347 da rodovia João Ribeiro de Barros (Bauru-Marília), próximo ao trevo do Núcleo Gasparini em Bauru, resultou em sete vítimas, sendo quatro em estado grave. Até ontem à tarde, uma delas permanecia na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Base (HB).

De acordo com a Polícia Rodoviária (PR), o acidente ocorreu quando o Corcel II, placas CKB 8726 de Bauru, transitava pela rodovia sentido Marília-Bauru e, ao atingir a alça de acesso da rodovia Marechal Rondon, foi colhido pelo Chevette placa BPP 5371, que também seguia pela João Ribeiro de Barros, porém na contramão de direção.

Com o impacto, os motoristas dos dois veículos, Marcos Sérgio Martins (Chevette) e Osvaldo Teixeira Cintra (Corcel II) sofreram ferimentos graves, assim como os passageiros Reinaldo Franco da Silva e Clóvis Pereira de Almeida. O último seguia no Corcel II, enquanto Reinaldo acompanhava o condutor do Chevette.

As outras vítimas da Corcel II, Maria Aparecida de Araújo, Flávia Juliana de Araújo e Ivanilda Veira, também foram socorridas ao Pronto-Socorro Central (PSC), mas com ferimentos leves.

Segundo o Corpo de Bombeiros, cinco viaturas da Unidade de Resgate estiveram no local do acidente para prestar auxílio aos sete feridos. Informações do PSC e do HB dão conta de que apenas Marcos Sérgio Martins permanece internado no HB sob observação, em estado regular. Todos os outros já receberam alta.

Porém, se o motorista do Chevette tivesse se atentado para a sinalização, talvez não estivesse no hospital. Quem garante é o comandante da Base da PR, o sargento José Roberto de Almeida, para quem o respeito à sinalização poderia reduzir em 90% o número de acidentes nas rodovias.

“Desobediência à sinalização, excesso de velocidade e veículos em mau estado de conservação geralmente são responsáveis por acidentes graves. Faz um ano que assumi o comando da Base da PR é o primeiro acidente no local. Posso garantir que nesse trecho eles não são freqüentes”, informa o comandante.

Concorda com ele o delegado titular do 2º Distrito Policial, Antonio Carlos Piccino Filho. “O número de acidentes no trecho não chama a atenção”, garante.

O delegado ainda explica que, se alguma das vítimas morrer, o inquérito policial será instaurado independentemente da vontade das partes envolvidas no acidente. Nesse caso, o culpado pela ocorrência responderá pelo artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê detenção de dois a quatro anos e a suspensão da carteira de habilitação.

Se houver notícia de que um dos condutores dirigia sob efeito de álcool ou de entorpecente, a investigação na Polícia Civil também será iniciada mesmo sem a manifestação das vítimas. Nesse caso, o condutor estará sujeito à pena de seis meses a três anos de detenção.

Porém, se o acidente resultar apenas em lesões corporais, explica Piccino, o inquérito só é levado a diante se houver interesse das vítimas. Se elas não se pronunciarem, em seis meses o processo será arquivado. Já se houver interesse no prosseguimento do caso e o motorista for considerado responsável pela colisão, ele pode pegar de seis meses a dois anos de prisão.