Faz bem uns 45 anos que nos conhecemos. Você era caixeiro viajante da Tilibra (era na rua Batista a oficina e a loja). Eu trabalhava na Fábrica de Móveis São Paulo (praça Rodrigues de Abreu). Às vezes, para ganhar uns trocados extras, apanhava uns pacotes de lâminas de gilete (lembram-se, daquelas que tinham uma rosca para envergá-la?). Vendia na Casa Volpe, no Samogim e cheguei a vender até na Casa Luzitana. Você, Damião Garcia, um esforçado visionário, um dia botou seus trens num caminhão (família foi junto) e montou, ao que me lembro, uma tipografia em Avaré. Depois foi aventurar na capital paulista. Deu-se bem e é hoje dono de uma das 10 maiores tipografias do Brasil: a Kalunga, cadernos e afins. A camisa do Corinthians paulista foi patrocinada pela Kalunga por vários anos. Kalunga foi um personagem de um dos romances de Augusto Schmidt (tá certo assim, Jabbour?) , só que era Calunga com C. Deixa pra lá: hoje você veio retribuir o amor por Bauru e vai tocar o bravo EC Noroeste. Boa sorte (você a tem em grande profusão).
PS - Peço licença ao editor desta coluna para, além de felicitar o Damião e desejar-lhe boa sorte, dizer que eu estou doente e apreciaria uma visita sua antes de abotoar o paletó de vez. (Danton Gamba, jornalista aposentado)