10 de julho de 2026
Polícia

Internos fazem 3 pedidos durante rebelião

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Visita íntima, aumento da cota de cigarros e a autorização para vestir roupa comum. Essas foram as reivindicações dos 24 internos da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) que participaram da rebelião deflagrada na madrugada de ontem na unidade de Bauru. De acordo com a assessoria de imprensa da fundação, apenas os dois últimos pedidos estão sendo avaliados.

Enquanto estuda a solicitação dos menores, a diretora da unidade local da Febem, Maria Aparecida Bien, também levanta o prejuízo provocado por eles durante o motim. Oficialmente informaram apenas que foram queimados colchões e cobertores, contudo o JC apurou que também foram danificados TVs e vídeos.

Durante o quebra-quebra, quatro menores e três funcionários, todos tomados como reféns, ficaram levemente feridos. O primeiro a ser rendido foi um professor de música, que acompanhava os adolescentes da ala provisória, que escovavam os dentes após o lanche da noite.

De acordo com a assessoria de imprensa da Febem, ele sofreu uma “gravata” e foi socorrido por dois agentes que conseguiram se desvencilhar e deixar o pátio. A primeira investida ocorreu por volta das 20h30, mas a rebelião se arrastou até as 3h30 e só foi controlada com a presença do juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer.

Ele foi requisitado no local para tirar dúvidas dos menores, explica a assessoria, que confirma uma nova visita do magistrado para o dia 22.

“Tive a impressão que três ou quatro coagiram os outros. Quando cheguei, uns estavam sobre a laje da unidade”, conta. Assim como a diretoria da Febem, Maintinguer é contra a visita íntima na unidade. Segundo ele, esse direito não consta no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e é incompatível com o processo de ressocialização. A diretora da unidade, assim como funcionários não foram ouvidos porque estão impedidos de falar com a imprensa. A Polícia Civil também preferiu não se manifestar.