08 de julho de 2026
Regional

Jovem é assassinado em Piratininga

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - O trabalhador autônomo Rogério da Silva, 23 anos, morreu ontem por volta das 3h30 no pronto-socorro de Bauru depois de levar uma facada no olho e de sofrer ferimentos internos no abdome, em Piratininga (15 quilômetros a sudoeste de Bauru).

O incidente, conforme informou o delegado Francisco Bromati Filho, aconteceu por volta das 2h15, próximo ao recinto onde está sendo realizada a 11ª Festa do Peão de Piratininga.

De acordo com as testemunhas ouvidas por Bromati, a vítima entrava em seu carro quando cinco homens se aproximaram.

Émerson Vicente Andrade, também conhecido como Tato, teria pedido uma carona até Bauru para Silva. Como não teve seu pedido atendido, Émerson, irritado, passou a bater no carro.

Segundo as testemunhas, Silva saiu do veículo e começou a discutir com Andrade, que aparentava estar “um pouco alterado”.

Depois de terem trocado socos, Andrade, de acordo com as testemunhas, sacou uma faca e atingiu Silva no olho esquerdo. Os cinco rapazes fugiram em seguida.

A vítima foi atendida no hospital de Piratininga e levada em seguida para o pronto-socorro de Bauru, onde morreu por volta das 3h30.

De acordo com Sérgio Carneiro, médico legista que examinou o corpo da vítima, o jovem teve traumatismo craniano-encefálico e abdominal.

Para o médico, a lesão provocada pela arma foi a mais grave. “A faca devia ser comprida”, disse o legista.

Além desses ferimentos, o médico afirmou haver uma escoriação de meio centímetro atrás da orelha direita da vítima.

O caso só teve encaminhamento no fim da tarde de ontem. Além de ouvir o depoimento das testemunhas, o delegado Bromati também recebeu uma ligação anônima. Por meio dela, o delegado foi informado sobre o apelido do suposto agressor e de seu endereço.

Bromati afirmou que Tato está foragido e que a polícia não tem pistas de onde ele possa ser encontrado. Ele disse ainda que já solicitou à Justiça o mandado de prisão temporária para o suposto criminoso. Em caso de condenação, ele pode pegar de 12 a 30 anos de reclusão por homicídio qualificado.

Seqüestro

Na última quarta-feira, também em Piratininga, outro caso mereceu atenção especial da polícia.

Por volta de 22h30, o agrônomo Marcelo Cogo foi abordado em seu carro por um grupo de quatro pessoas, no bairro Meire Maluf.

Segundo o delegado, o grupo estava armado com dois revólveres. Cogo foi obrigado a sentar no banco do passageiro. Os assaltantes assumiram a direção do veículo e foram em direção a Bauru.

Mas a falta de atenção (ou de experiência) dos bandidos acabou frustrando o roubo. Segundo o delegado, o assaltante-condutor esqueceu de soltar o freio de mão do veículo. Depois de andar alguns quilômetros, o carro parou.

Os criminosos, então, abandonaram o veículo e a vítima e fugiram em direção a um matagal. A polícia não tem pistas dos assaltantes.