08 de julho de 2026
Regional

Cidade ainda espera pelo crescimento

Por Renê Gardim | Tribuna Impressa
| Tempo de leitura: 1 min

Gavião Peixoto - Depois da euforia com a implantação do Pólo Aeronáutico da Embraer, Gavião Peixoto vive um momento de perplexidade. A expectativa de um desenvolvimento rápido não aconteceu e, três anos depois do anúncio do empreendimento no município, a vida continua seu ritmo lento, como se o tempo demorasse mais a passar.

Mas o custo de vida está subindo muito. O que mais preocupa é o aluguel, que deu um salto de 300% e está afetando seriamente a população de baixa renda.

Os investimentos no Pólo Aeronáutico estão causando especulação imobiliária. A cidade, que antes da instalação da Embraer, em 2002, tinha 4,2 mil habitantes, agora tem cerca de 5 mil. A prefeitura diz que não tem dinheiro para investir em novas moradias e busca junto aos governos Estadual e Federal, verbas para um conjunto habitacional.

O déficit gira em torno de 100 residências. Além disso, o preço dos aluguéis, que até 2000 estavam entre R$ 50 e R$100, hoje chegam a R$ 450.

Não é possível, por exemplo, encontrar uma edícula com quarto, sala e cozinha, por menos de R$ 220.

No comércio, a concorrência crescente é que está fazendo a diferença. Empolgados pela notícias de um desenvolvimento acentuado, muitos empresários decidiram investir na cidade.

Isso provocou problemas em alguns setores. As lojas de materiais de construção, por exemplo, se multiplicaram e hoje dividem a pequena clientela.

O desenvolvimento, que pelas previsões, iria transformar Gavião em um canteiro de obras, hoje se limita a um pequeno loteamento para população de baixa renda na entrada da cidade. As vendas não aumentaram na proporção desejada e já há quem pense em mudar de ramo.