09 de julho de 2026
Polícia

Carrinho de bebê acobertava furto

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Policiais militares da Base Sudeste apreenderam produtos furtados sendo transportados, de forma camuflada, em um carrinho de bebê, ontem à tarde no Núcleo José Regino (Bauru 25). Junto com uma criança de pouco mais de 1 ano, debaixo de um cobertor, estavam um aparelho de som, um ferro de passar, uma máquina fotográfica e perfumes furtados de uma casa do bairro.

Rosane Virginio, 24 anos, que conduzia o carrinho carregado com produtos e seu filho, foi presa em flagrante por furto qualificado. Tanto o bebê, quando o outro filho que acompanhava Rosane, de 4 anos, foram entregues a familiares da acusada.

A suspeita é que Rosane agia com a ajuda de outra pessoa, um homem, responsável por arrombar a casa e subtrair os objetos. No 4.º Distrito Policial, para onde foi levada, ela confessou o furto, porém afirmou que atuava sozinha, conta o delegado Dinair José da Silva.

Mas tanto a Polícia Militar quanto a Civil acreditam na participação de uma segunda pessoa. “Há meses tínhamos a informação de que uma mulher e um homem estavam furtando casas na região usando uma estratégia diferente. Eles batiam à porta e, se ninguém atendia, o rapaz pulava o muro, arrombava uma porta ou janela e subtraía o que queria”, conta o sargento João Henrique Siqueira Garcia.

O rapaz, segundo apurou a polícia, passava os objetos furtados à mulher através do muro. “Ela colocava tudo dentro do carrinho de bebê, cobria com um cobertor e eles deixavam o local com os materiais furtados sem levantar suspeita”, diz o sargento.

O flagrante de ontem ocorreu porque um vizinho da casa furtada viu um rapaz passando produtos por cima do muro e acionou o sargento Edivaldo Minhano, que apesar de estar de folga foi ao local. Próximo à casa, o sargento localizou apenas Rosane empurrando o carrinho com os produtos furtados.

Rosane foi autuada em flagrante por furto qualificado, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão. Ela foi recolhida ao Presídio Feminino de Cabrália Paulista. O delegado Dinair José da Silva frisa que o envolvimento de crianças em ocorrências como esta visam, além de dissimular o crime, tentar sensibilizar a polícia. “Normalmente, a mãe tenta argumentar que não pode ser presa porque a criança ficaria sozinha, mas isso não é aceito”, diz.

Ele aproveita para orientar a população a não revelar informações que possam ser úteis a ladrões. “O vizinho, ao ver um estranho batendo à porta da casa ao lado, nunca deve dizer que os moradores saíram, a que horas voltam. O ladrão pode estar querendo saber exatamente isso para entrar na casa”, completa.