O presidente da executiva municipal do PMDB, Alex Gasparini, embarca hoje para Argélia, África, para visitar como observador o campo de refugiados do povo Sahraui, cujo território foi invadido pelo Marrocos em 1976. A missão será realizada a convite da Federação Mundial das Juventudes Democráticas, entidade que detém uma cadeira na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
O peemedebista vai se juntar, a partir de amanhã, a delegações da França, Espanha, Finlândia, Alemanha, Portugal, Irlanda do Norte e Cuba. Representantes desses países vão conhecer de perto as condições subhumanas em que vivem 187 mil saharuís em pleno deserto do Saara Ocidental.
Segundo Gasparini, o resultado da visita será um documento que será encaminhado à ONU para alertar o risco de conflito entre Marrocos, Argélia e o Exército Saharaui, que reivindica de volta o território ocupado pelos marroquinos em 1976.
“Esse povo vive em tendas, tem direito a, no máximo, dois litros de água por dia. Vive nessas condições há 26 anos porque a ONU protela uma decisão favorável, que permita que eles retornem ao deserto do Saara Ocidentalâ€, denuncia o peemedebista.
No retorno ao Brasil, Gasparini faz escala em Paris, na França, onde participará de um encontro com membros da Federação Mundial das Juventudes Democráticas que abordará a questão da Palestina.
O objetivo é rechaçar a intenção dos Estados Unidos de enfraquecerem a figura do líder político palestino Yasser Arafat. Em recente viagem ao Oriente Médio, o secretário de Estado norte-americano, Collin Powell, se recusou a manter encontro com Arafat, preferindo se reunir com o primeiro ministro da Palestina.