Indianápolis - Toda a alegria com que Aírton Daré encarou esta semana se transformou em revolta e frustração ontem, quando o brasileiro viu o desempenho de seu carro piorar inexplicavelmente durante suas quatro voltas de classificação para as 500 Milhas de Indianápolis.
Depois de atingir médias superiores a 365 quilômetros por hora nos treinos, Daré não conseguiu fazer com que o G-Force/Toyota da equipe AJ Foyt Racing chegasse aos 360: a média de suas quatro voltas foi de apenas 359,8638 km/h, a mais baixa dos 32 carros que garantiram presença na largada das 500 Milhas, no próximo dia 25.
“Aconteceu alguma coisa que mudou muito o comportamento do carroâ€, queixou-se Daré ao retornar aos boxes. “No treino da manhã, ele estava perfeito e, mesmo sem forçar, andei a 362,5691 km/h. Mas na classificação, ele saía demais de frente e não rendia nas retas. Não dá para entender, porque não houve sequer uma mudança de temperatura que explicasse issoâ€, lamentou.
“Senti que tinha coisa errada logo na primeira volta de aquecimento e falei pelo rádio que ia abortar aquela tentativa para verificar o carro, mas não tive resposta. O Foyt só respondeu na terceira vez e disse para eu ficar na pista porque aquela média dava para me classificar. Como hoje (ontem) ele está de péssimo humor, achei melhor completar a classificação do jeito que dava e o resultado foi esseâ€, afirmou o piloto de Bauru.